Ceser nega influência do PT na briga Demóstenes-Caiado

Presidente da legenda petista em Goiás descartou envolvimento da cúpula nacional de seu grupo político na briga entre os antigos parceiros após publicação de artigo

Presidente do PT goiano, Ceser Donisete | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Presidente do PT goiano, Ceser Donisete | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O presidente do PT em Goiás, o advogado Ceser Donisete, de Anápolis, classificou nesta quinta-feira (2/2) como insensatos os boatos que tentam responsabilizar sua legenda de estar por trás da briga entre os ex-aliados Ronaldo Caiado (DEM), senador, e Demóstenes Torres, procurador de Justiça.

Após os mútuos ataques publicados na imprensa local na última terça-feira (31/3), surgiram rumores de que as provocações se justificariam pela tentativa de atrapalhar um voo nacional de Caiado, em 2018. Além do fato de retardar a atuação de uma das principais figuras de oposição ao governo federal.

“Imagina se a gente tivesse o poder de controlar os dois? É um absurdo! Só na Semana Santa mesmo para dizerem isso”, ironizou Ceser. O dirigente apontou que o PMDB e o PSDB gastaram altos valores nas campanhas das últimas eleições. “Mas quando se trata do PT, é propina, é ilegal”, reclamou, criticando a tese de que tudo que vem da legenda tem origem errada.

Sublinhando que os petistas têm um afastamento político histórico com os dois nomes graúdos, o presidente acredita que Caiado e Demóstenes devem estar certos em suas declarações. “Pois se conhecem muito bem, eram amigos. Um lançou o outro na política e tinham relação próxima”, relatou.

Vaga no Senado

A preocupação maior, segundo Ceser, está na futura apuração das acusações, de modo que a representatividade de Goiás no Senado Federal não seja prejudicada. “Não pode sofrer interferência a partir disso. Mas registro que não queremos entrar na briga pela vaga. Afinal, ficamos em terceiro lugar nas eleições, com a Marina Sant’Anna. Reconhecemos a derrota”, pontuou.

Em artigo publicado na imprensa, Demóstenes, ex-senador, insinuou que Caiado perderá o mandato em pouco tempo. Tanto por supostamente ter sido bancado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em campanhas passadas, quanto por manter amizade com o contraventor.

A vontade de Ceser, conforme disse, é a de que o Ministério Público de Goiás (MPGO) e outras instâncias possam apurar as acusações e esclarecer os fatos. “Não queremos pré-julgar ninguém, como sempre fazem conosco”, resumiu.

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