Centro de Atenção aos Diabéticos deve atender até 2 mil pacientes por mês

Unidade em Goiânia também conta com tecnologia para prestar assistência e orientação para atendimentos no interior do Estado

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O Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD), inaugurado em Goiânia nesta quarta-feira (27/6), tem capacidade para atender até 2 mil pessoas por mês. A unidade, pioneira no atendimento a portadores da doença no Brasil, promete um prestar um serviço de atenção completou aos pacientes, com acompanhamentos em várias especialidades.

A estrutura fica anexa ao Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), na Avenida Anhanguera esquina com Alameda das Rosas, no setor Aeroporto, e será gerido de forma compartilhada com a Organização Social (OS) Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech).

Entre as especialidades ofertadas, estarão os serviços de  psicologia, fisioterapia, neurologia, enfermagem, serviço social, médicos e nutricionistas. Esse acompanhamento integral permitirá que complicações decorrentes do diabetes não se agravem, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

“É a realização de um sonho, que em muitos momentos me pareceu impossível”, disse o idealizador do CEAD, vereador Jorge Kajuru (PRP). “O centro é exatamente aquilo que eu esperava. Um modelo e referência para o Brasil, que vai ofertar todo o acompanhamento necessário para que sofre com esta doença”, disse ao Jornal Opção.

Na construção e adaptação do CEAD, o governo do Estado investiu cerca de R$ 1,5 milhão, mais R$ 400 mil mensais de custeio. “O espaço foi criado para levar mais qualidade de vida aos usuários do SUS, ampliando o atendimento e promovendo a melhoria na assistência”, garante o governador José Eliton (PSDB).

O chefe do Serviço de Endocrinologia e Diabetes do HGG, Nelson Rassi, responsável pelo CEAD, afirma que o Centro será referência no atendimento a diabéticos e a seus familiares. “O paciente terá um atendimento global, com uma equipe multidisciplinar reunida dentro de um mesmo local para acolhimento o paciente, que não terá dificuldades com mobilidade ou custos, pois o serviço será exclusivamente pelo SUS”, ressaltou.

Goiás

O Centro de Diabetes do Brasil também funcionará como um ambiente de pesquisa, com treinamento para profissionais da Atenção Básica, que serão capacitados para atender pacientes em seus municípios. Outro ponto lembrado pelo diretor é a importância da central de atendimento a distância. “Esse atendimento, por telefone permitirá aos profissionais que atendem pacientes nos municípios goianos tirarem suas dúvidas sem burocracia, de forma rápida e com atendimento especializado”, explicou.

Segundo o secretário de Saúde do Estado, Leonardo Vilela, a estrutura está tecnologicamente equipada para atender todas as regiões do Estado. “Não vamos construir outros centros por enquanto, mas o CEAD terá braços que vão alcançar outras regiões, com ações educativas e de prevenção. Além disso, nossa central de vídeo-conferência está integrada às secretarias municipais para qualquer informação e esclarecimento necessário, auxílio em casos mais complicados, por exemplo. Então, esse centro vai atender não apenas a Grande Goiânia, mas todo o estado”, explicou.

Cozinha experimental

Outro diferencial do CEAD será a cozinha experimental, onde os pacientes receberão orientações para o preparo de suas refeições, colaborando com o processo de reeducação alimentar deles e de seus familiares. Nelson Rassi acredita que essa cozinha dará oportunidade prática para a educação alimentar familiar “Os pacientes e suas famílias terão orientação de especialistas de forma teórica e prática, para elaborar suas refeições, o que permitirá uma melhor maneira de aprendizado, com facilidade”, pontua.

“A cozinha experimental é uma avanço extraordinário, classifica este como um centro de primeiro mundo, conseguirá atender e mostrar ao diabético como ter uma alimentação adequada e uma vida mais saudável”, disse Kajuru, que também sofre com a doença.

O diabetes é um dos cinco problemas de saúde que mais mata no Brasil e pode causar diversos problemas relacionados, como complicações cardíacas AVC, hipertensão arterial e doenças renais. Os portadores de diabetes que não fazem acompanhamento e tratamento adequados podem ter que fazer hemodiálise e até sofrer amputações de membros.

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Waldir Ferreira Rodrigues

Como.consigo consulta endocrinologista sou Dm2

MARIA CORINA FERNANDES

SOU DIABETICA COMO FAÇO PRA CONSEGUIR UMA CONSULTA ?