Celg arremata lote goiano de linhas de transmissão de energia oferecido pela Aneel

Companhia goiana ofereceu Receita Anual Permitida (RAP) – remuneração que as transmissoras recebem para prestar o serviço público de transmissão aos usuários – de R$ 1,64 milhão pelo trecho de 11 quilômetros, entre Itumbiara e Paranaíba (MG)

(Foto: reprodução/Celg)

(Foto: reprodução/Celg)

A Companhia Energética de Goiás (Celg) arrematou, nesta terça-feira (18/11), o lote F de linhas de transmissão de energia oferecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante leilão em São Paulo. O trecho correspondente a 11 quilômetros entre Itumbiara e Paranaíba (MG) foi conquistado por um Receita Anual Permitida (RAP) – que é a remuneração que as transmissoras recebem para prestar o serviço público de transmissão aos usuários – no valor de R$ 1,64 milhão. A oferta inicial era de R$ 1,645 milhão, o que representa um deságio de 0,32%.

Já a Eletrosul, subsidiária da Eletrobras em Santa Catarina, foi a vencedora do leilão do maior lote, o A, que tem 2.169 quilômetros de linhas de transmissão no Rio Grande do Sul. De acordo com informações da Aneel, a empresa ofereceu RAP de R$ 336 milhões, 14% a menos do que o valor inicial, fixado em R$ 390,756 milhões. Deságio de cerca de 14%. Ao todo, o leilão só conseguiu vender quatro dos nove ofertados, acumulando médio de 13,39%.

O Lote E, arrematado pelo consórcio Paraíso, formado pela Eletrosul e Copel, do Paraná, abrange 265 quilômetros de linhas de transmissão no Mato Grosso do Sul. Foi oferecido deságio de 3,5%, totalizando R$ 22 milhões. Neste caso, a RAP era de R$ 22,827 milhões.

Sem interessados

Os demais cinco lotes não tiveram compradores. O Lote B tinha 436 quilômetros de linhas de transmissão no Pará, enquanto o C era composto por 1.267 quilômetros em Mato Grosso. O Lote D tem 231 quilômetros de linhas de transmissão em Minas Gerais e o G 150 quilômetros no Tocantins.

Segundo André Pepitone da Nóbrega, diretor da Aneel, o leilão foi satisfatório. Segundo ele, as linhas que não tiveram interessados serão ofertadas em outros leilões. O Lote B é de outro leilão sem ofertas e teve preços atualizados para o certame de hoje. “Trabalhamos muito na RAP, mas vamos ter de reavaliar”, ressaltou Nóbrega.

Os lotes C e D tiveram acréscimo de novas instalações. “Mais uma vez teremos de avaliar como repercute questões ambientais e fundiárias, entre outros elementos”. Os lotes leiolados pela primeira vez voltarão em 2015, pois não haverá tempo hábil para incluí-los no certame de 19 de dezembro próximo.

Conforme a Aneel, para tornar interessantes os lotes não arrematados será preciso agregar outros e juntar massa maior de empreendimentos. Paralelamente, representantes da agência analisarão com os empreendedores as dificuldades apresentadas. (Com informações da Agência Brasil)

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