Ceasa investe em obras de infraestrutura e socioambiental

Até janeiro, importantes projetos começarão a ser executados no quarto maior centro de distribuição do país; coleta seletiva e destinação correta de resíduos estão entre eles

José Eliton participa do aniversário da Ceasa | Foto: Jota Eurípedes

José Eliton participa do aniversário da Ceasa | Foto: Jota Eurípedes

As Centrais de Abastecimento do Estado de Goiás (Ceasa) trabalham na implantação de projetos importantes e que deverão entrar em atividade a partir de janeiro de 2016.

Os investimentos são fruto de apoio do governo de Goiás e de importantes parcerias com a iniciativa privada. A Ceasa é jurisdicionada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED), pasta comandada pelo vice-governador José Eliton (PSDB).

Dentre os projetos estão obras estruturais e socioambientais, que impactarão diretamente – e positivamente – os produtores, funcionários, consumidores e a população em geral. A Ceasa é o principal mercado de hortifrútis da região Centro Norte do País.

Recentemente o órgão comemorou 40 anos de existência com uma grande festa e presença do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eliton. Na oportunidade, ele afirmou que “a Ceasa é mais do que uma empresa de distribuição de alimentos, é uma entidade símbolo de desenvolvimento econômico e de política social”.

“Este é um local que congrega o espírito de empreendedorismo do homem do campo e dos empresários, mas também onde se vê a solidariedade do goiano com o próximo”, relatou José Eliton ao lembrar a todos que é da Ceasa que diversos alimentos são destinados à caridade das igrejas e para a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

Sobre a Ceasa e os prestadores de serviço, o presidente da instituição, Edivaldo Cardoso, afirmou que “temos homens e mulheres com histórias fantásticas nesse lugar, que estruturam suas famílias e que gera empregos e renda para Goiás”.

Investimentos

O pátio de carga e descarga, fundamental para o fluxo de veículos, passa por ampliação e a expectativa da direção é de que até janeiro do próximo ano os produtores e empresas instaladas no complexo já poderão utilizar a nova estrutura. Com o crescimento da cidade e, consequentemente, da demanda, as instalações apresentaram um déficit estrutural e que deverá ser superado com as obras atuais.

Quanto aos impactos ambientais provocados pelas atividades oriundas do funcionamento da Ceasa, a diretoria afirma que técnicos trabalham para a implantação da coleta seletiva e também para a destinação correta dos resíduos produzidos diariamente. São cerca de 35 toneladas/dia e, em sua grande maioria, mais de 90%, lixo orgânico, passíveis de transformação.

Diretor técnico e de gestão da Ceasa, Orlando Tokio Kumagai

Diretor técnico e de gestão da Ceasa, Orlando Tokio Kumagai

De acordo com o diretor técnico e de gestão da Ceasa, Orlando Tokio Kumagai, todo esse lixo, que atualmente é encaminhado ao aterro sanitário de Goiânia, pode ser tratado nas dependências da Ceasa e transformado em adubo orgânico, por exemplo. “Estamos na busca por parcerias para esse investimento e já temos conhecimento da tecnologia mais viável”, afirma.

Ainda na área ambiental, a Ceasa deverá iniciar em breve o reuso de água. Diariamente são utilizados cerca de 10 mil m³, o que segundo o diretor, parte deverá ser tratada e devolvida à natureza e outro percentual reutilizado nos banheiros e jardinagem.

Amparo Social

Um importante investimento social que está sendo feito pela Ceasa é a construção de uma creche. Atualmente são gerados cerca de 2 mil empregos diretos e uma parcela significativa é composta por mulheres.

O espaço vai diminuir os transtornos provocados na linha de produção pelas eventuais faltas ou atrasos. “Existem funcionárias que não têm com quem deixar seus filhos e faltam aos seus postos de trabalho por esse motivo. É um problema que esperamos tão breve superar”, afirma Orlando. A Ceasa trabalha também na ampliação do banco de alimentos que destina frutas e verduras para entidades filantrópicas e famílias carentes.

Atualmente cerca de 150 empresas e mais de 400 produtores movimentam economicamente as Centrais de Abastecimento do Estado de Goiás. Considerada a quarta maior do país em comercialização de hortifrutigranjeiros, fica atrás apenas da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), e das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Considerados processos desde a produção, transporte, logística e exportação para outros estados, a Ceasa gera entre empregos diretos e indiretos, mais de 50 mil ocupações. Somente em Goiás mais de 200 municípios são atendidos.

Exportações

Além das cidades goianas que dependem do abastecimento para suprir a demanda de supermercados e restaurantes, por exemplo, a Ceasa exporta ainda para os estados do Mato Grosso, Tocantins, Pará, Maranhão, Distrito Federal e Bahia. “Toda essa movimentação gira em torno de 80 mil toneladas/mês e um percentual financeiro da ordem de R$ 100 milhões”, explica Orlando Tokio Kumagai.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.