A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia desta quarta-feira, 6, não foi aberta por falta de quórum. Sete vereadores estavam presentes presencialmente na sala da comissão, mas o regimento exige pelo menos oito parlamentares para o início dos trabalhos.

Segundo apurou o Jornal Opção, ao menos dois parlamentares tentaram participar da reunião de forma virtual, mas as solicitações de link para entrar na reunião não foram atendidas por parte de servidores da Casa. Os pedidos de link foram feitos por Denício Trindade (UB) e Geverson Abel (Republicanos).

Veja o momento que a reunião é encerrada

O vereador Pedro Azulão Jr. (MDB) relatou o ocorrido durante fala em Plenário. Ao Jornal Opção, o parlamentar relatou que a reunião votaria três projetos da prefeitura por meio da inclusão e inversão de pauta. “Eu já chamei a atenção de vários vereadores para ter compromisso. O presidente [da CCJ] está fora do país em viagem e é ele quem tem a autonomia de repassar o link para os vereadores. Estamos conversando com ele para saber por qual motivo ele não liberou”, disse.

Denício Trindade disse que fez a solicitação para participar de forma remota da reunião às 8h01min por ainda estar à caminho da Câmara. “A solicitação tá registrada, ela é feita para os funcionários da comissão, que infelizmente não disponibilizaram. Temos projetos importantes como o Morar no Centro, o Programa Fomenta Goiânia para serem votados e o compartilhamento dos links deveria ser rotina”, relata.

Líder do prefeito na Câmara, Wellington Bessa (Mobiliza) diz que não a base está sólida e que esses desacertos e situações iguais a essa atrapalham o andamento dos trabalhos. “Temos que ver o que está acontecendo, dois vereadores pediram o link para participar da reunião, e a comissão não enviou. Isso não pode acontecer e os vereadores já fizeram requerimento à casa para verificar essa situação. O vereador não pode ter seu direito de participar da comissão cerceado e mudanças talvez sejam necessárias para não acontecer de novo”, critica.

Bessa nega que o período eleitoral esteja influenciando na falta de quórum ou na dificuldade de aprovação dos projetos. “Ninguém está votando buscando votar um projeto pessoal, são projetos de interesse da cidade e esse atraso atrapalha muito. Vamos dialogar com a turma para que isso não aconteça novamente”, pontua.

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