Caso Martha Cozac: Debates são iniciados e sentença deve sair nas próximas horas

Sessão que define destino dos réus acusados de matarem Martha Cozac e seu sobrinho já está em seu segundo dia

Foto: Hernany César/TJGO

Foto: Hernany César/TJGO

Teve início na tarde desta quarta-feira (8/6) a fase de debates do julgamento de Frederico da Rocha Talone e Alessandri da Rocha Almeida, acusados da morte de Martha Maria Cozac e do sobrinho dela, Henrique Talone, de 10 anos, em outubro de 1996. A sessão está em seu segundo dia e a previsão é que a sentença seja proferida ainda no início desta noite.

Os debates foram iniciados pela fala do promotor Paulo Eduardo Penna Prado. Ele fez algumas explanações sobre a denúncia, mostrando os fatos de depoimentos que sustentaram as alegações finais do Ministério Público. Exibiu aos jurados fotos das vítimas anexadas aos autos e do local do crime, que segundo ele, confirmam a materialidade dos fatos.

O promotor fez questão de destacar que o crime ocorreu de forma diferenciada. “A arramação que fizeram em Martha não é qualquer pessoa que faz”, insistiu.

Ainda pelo MPGO, o promotor Guiliano da Silva Lima destacou a impossibilidade de os representantes do órgão terem a intenção de prender inocentes, assim como os magistrados de todos os graus. Ressaltou a importância de cada um dos envolvidos no trâmite processual e reiterou a veracidade das provas carreadas aos autos do processo.

Em seguida, o promotor de justiça Paulo Pereira dos Santos criticou a morosidade provocada pela excessiva quantidade de recursos permitidos pela lei. Falou também sobre a dificuldade de promover a Justiça quando os envolvidos são pessoas com grande poder aquisitivo e a facilidade de contratar profissionais capacitados para promover a sua defesa.

Ele lembrou o trabalho desenvolvido pelo MPGO na promoção da Justiça. Fez um paralelo entre o processo em julgamento e o processo de impeachment em curso no País. Segundo ele, as mesmas “farsas verificadas nacionalmente são observadas no caso”. De acordo com o representante ministerial, os réus negam a autoria dos fatos, na tentativa de enganar a opinião pública.

Falou também sobre a tentativa de os acusados transferirem a responsabilidade dos crimes no delegado que presidiu a investigação. Relatou sobre as provas falsas levadas aos autos, no sentido de criar álibi para o acusado Alessandri. Lembrou a falsificação de documentos e tentativa de contratar criminosos para assumirem a autoria do crime. (Da Assessoria de Comunicação do TJGO)

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