Caso de “mal da vaca louca” no Rio são descartados pelo Ministério da Agricultura e Fiocruz

Segundo fundação, os dois casos que foram investigados são na verdade Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ); A patologia não tem relação com o consumo de carne

No fim da tarde desta quinta-feira, 11, a fundação Fiocruz e o Ministério da Agricultura e Pecuária descartaram a possibilidade de dois pacientes de Duque de Caxias e de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, estarem contaminados com “mal da vaca louca”. Segundo eles, o caso seria um quadro de forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) que não tem ligação com o consumo de carne bovina.

Os pacientes, que estão isolados no Instituto Evandro Chagas, que fica em Manguinhos, na Zona Norte, passaram por análise dos quadros clínicos e radiológicos para se chegar a esse diagnóstico.

“As encefalopatias espongiformes correspondem a uma família de doenças degenerativas causadas por um agente infeccioso que altera as proteínas do cérebro, danificando o sistema nervoso. Existem, na verdade, algumas formas diferentes. A principal delas a da Doença de Creutzfeldt-Jakob, cuja principal manifestação é a forma esporádica, que é uma forma que acontece na população em geral sem uma causa clara. Não é transmissível por contato social, não é transmissível por consumo de carne”, afirmou Estêvão Portela Nunes, médico e vice-diretor de Serviços Clínicos Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.

A doença da vaca louca é conhecida pelo nome de variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), e foi diagnosticado pela primeira vez em 1995. Ao todo, já foram diagnosticados 178 diagnósticos da doença, mas nenhum deles no Brasil.

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