Caso de estupro na UFG não é real, conclui delegada

Em coletiva, titular da Delegacia da Mulher revelou que análise das câmeras provam que o depoimento do aluno que denunciou é falso

Delegada Ana Elisa Gomes em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Renan Accioly

Delegada Ana Elisa Gomes em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Renan Accioly

O estupro que teria acontecido na Universidade Federal de Goiás (UFG) não existiu. É o que concluiu a delegada Ana Elisa, da Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres (Deam) de Goiânia.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (17/6), a responsável pelo caso afirmou que a denúncia feita por um aluno de Relações Públicas da universidade foi, na verdade, “inventada”.

Segundo ela, no dia 7 de junho, há imagens do estudante virando a única câmera que estava apontada para o banheiro no qual foi encontrado uma calcinha e que a suposta vítima teria se lavado — como relatou ele em depoimento. No entanto, as informações não condizem com o que a segurança apresentou à delegada.

“Nada do que ele disse se confirma diante das análises das imagens das câmeras. Não estava escuro e havia seguranças no local”, explicou.

Para a titular da Deam, Daniel Junior mentiu durante o depoimento — mesmo tendo sido convincente e rico em detalhes. “Desde quando virou a câmera que dava para o banheiro, ele teve sete dias para planejar o relato, justamente por isso foi tão coerente”, argumentou.

Agora, o estudante será convocado para prestar depoimento e será indiciado por comunicação falsa de crime ou contravenção.

O caso

Por volta das 19 horas de terça, um aluno do curso de Relações Públicas da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da UFG usou sua conta no Twitter para denunciar um suposto estupro dentro da universidade.

Ele contou que estava no estacionamento da faculdade quando viu um carro Volkswagen Gol preto deixar uma jovem, aparentemente dopada. Segundo o relato, ela estava com as roupas rasgadas e chorando.

Ao ligar o farol para ver melhor o que estava acontecendo, o rapaz conta que o motorista do carro fugiu e a jovem correu para dentro do banheiro. Quando entrou no banheiro, viu a jovem sem a parte de baixo da roupa, se lavando na pia. “Quando eu fui até ela, começou a pedir socorro e me bater, como se eu fosse fazer algo com ela. Estava em pânico demais”, contou.

O estudante então conta que saiu para pedir ajuda mas não encontrou nenhum funcionário da segurança ou qualquer pessoa que pudesse ajudar e por isso resolveu pedir ajuda através das redes sociais. Quando retornou ao banheiro, a garota tinha fugido e até a manhã desta terça ainda não foi encontrada ou identificada.

A delegada Ana Elisa esteve no Jornal Opção, na última quinta-feira (16), quando reiterou que, caso a vítima não fosse encontrada, não haveria mais como prosseguir com o caso. Fora o depoimento do aluno da UFG, uma calcinha encontrada no banheiro em que a mulher foi vista também poderia indicar a existência de um crime de estupro.

No entanto, a peça de roupa encontrada por um segurança da universidade foi encaminhada à perícia, que não constatou material genético.

3
Deixe um comentário

2 Comment threads
1 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
3 Comment authors
Mateus Melo

E agora? O que vai acontecer com o esquerdopata feministo?

Igniz

Nada, porque contra homofobia, machismo, conservadorismo etc vale tudo, inclusive mentir. O estrago social já foi feito.

Rodricck

Boa pergunta…