Casal de Aparecida de Goiânia vendia artefatos arqueológicos ilegalmente pela internet

Machados polidos estavam sendo comercializados em site de vendas

Em Aparecida de Goiânia, a Polícia Federal apreendeu peças arqueológicas datados da era pré-históricas e confeccionados em pedra polida que eram comercializados pela internet por um casal. Até agora, três machados foram recolhidos e entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os artefatos teriam sido descobertos em um site de vendas e apreendidos, pela Divisão de Meio Ambiente do Distrito Federal. “Encontramos um anúncio de venda dessas peças na região de Aparecida de Goiânia, fizemos o contato e pedimos para que os materiais fossem entregues na PF em Goiás, se tratando de tráfico ilícito de bens culturais sendo considerado crime federal”, disse o delegado, Sandro Paes Sandre, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico e Cultural da Polícia Federal em Goiás.

Segundo a PF, os materiais foram entregues pelo próprio casal que fazia as vendas. Eles alegaram que tinham encontrado as relíquias na fazenda da família e os trouxeram para a venda em Aparecida de Goiânia. Mesmo assim, o casal responderá por rime de usurpação de patrimônio da união já que a legislação determina que os bens arqueológicos nacionais pertencem a todos os brasileiros, são protegidos pela União e não podem ser vendidos.

O arqueólogo do Iphan-GO, Danilo Curado, explica que esses machados são “bens que permitem traçar e estudar a história dos nossos antepassados”. O superintendente do Iphan-GO, Allyson Cabral, destaca que “o comércio ilegal de bens culturais, em especial os arqueológicos, tem a internet como facilitador, e o trabalho minucioso da PF nessas buscas é de grande relevância para que o Iphan faça a gestão e proteção dos artefatos que fazem parte da história de todos os brasileiros”, avalia.

O Iphan orienta aos cidadãos que, ao encontrar qualquer objeto arqueológico, mantenha-os no mesmo lugar e faça o contato com o Instituto informando sua localização. Um arqueólogo será enviado ao local para que possa se avaliar o contexto histórico da área e do objeto encontrado e decidirá o que fazer com ele.

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