Às vésperas das eleições, Cármen Lúcia antecipa saída da presidência do TSE
09 abril 2026 às 15h10

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A ministra Cármen Lúcia anunciou, nesta quinta-feira, 9, que deixará antecipadamente a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi comunicada ao final da sessão plenária da Corte e marca o início formal do processo de transição na cúpula da Justiça Eleitoral.
Pelo sistema de rodízio adotado no tribunal, a presidência deverá ser assumida pelo ministro Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. Já a vice-presidência tende a ficar com o ministro André Mendonça. A eleição da nova direção está prevista para ocorrer na próxima terça-feira, 14, enquanto a data de posse deve ser definida até o fim de maio.
Ao justificar a decisão, Cármen Lúcia afirmou que a medida busca garantir uma transição mais estável diante da proximidade das eleições de 2026. A ministra lembrou que seu mandato se estenderia até 3 de junho, o que deixaria ao sucessor pouco mais de 100 dias para conduzir o processo eleitoral de outubro.
Segundo ela, a mudança antecipada evita riscos administrativos e assegura maior continuidade institucional. “As eleições devem ser preparadas sem atropelos, sem afobação, para que o processo tenha curso regular, transparente e seguro”, afirmou durante a sessão.
A ministra destacou ainda que a antecipação permitirá que os novos dirigentes tenham tempo para estruturar equipes, revisar procedimentos e definir diretrizes de atuação para o pleito.
Outro fator citado foi o acúmulo de funções entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF). Com a saída antecipada da presidência da Justiça Eleitoral, Cármen Lúcia pretende retomar integralmente suas atividades no Supremo.
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