A ministra Cármen Lúcia anunciou, nesta quinta-feira, 9, que deixará antecipadamente a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi comunicada ao final da sessão plenária da Corte e marca o início formal do processo de transição na cúpula da Justiça Eleitoral.

Pelo sistema de rodízio adotado no tribunal, a presidência deverá ser assumida pelo ministro Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. Já a vice-presidência tende a ficar com o ministro André Mendonça. A eleição da nova direção está prevista para ocorrer na próxima terça-feira, 14, enquanto a data de posse deve ser definida até o fim de maio.

Ao justificar a decisão, Cármen Lúcia afirmou que a medida busca garantir uma transição mais estável diante da proximidade das eleições de 2026. A ministra lembrou que seu mandato se estenderia até 3 de junho, o que deixaria ao sucessor pouco mais de 100 dias para conduzir o processo eleitoral de outubro.

Segundo ela, a mudança antecipada evita riscos administrativos e assegura maior continuidade institucional. “As eleições devem ser preparadas sem atropelos, sem afobação, para que o processo tenha curso regular, transparente e seguro”, afirmou durante a sessão.

A ministra destacou ainda que a antecipação permitirá que os novos dirigentes tenham tempo para estruturar equipes, revisar procedimentos e definir diretrizes de atuação para o pleito.

Outro fator citado foi o acúmulo de funções entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF). Com a saída antecipada da presidência da Justiça Eleitoral, Cármen Lúcia pretende retomar integralmente suas atividades no Supremo.

Leia também

“Tem que haver um código de ética extremamente rígido no STF”, diz Caiado ao criticar penduricalhos e defender mudanças