Candidatos enraivecidos por perda da candidatura cobram providências da coligação

Candidatos, que já investiram muito dinheiro em suas campanhas, estão temerosos de perder os investimentos. Alguns chegaram a aplicar mais de R$ 2 milhões

Major Belelli: prontos para recorrer | Foto: Reprodução/TJGO

Major Belelli: prontos para recorrer  à Justiça sobre decisão do TRE | Foto: Reprodução/TJGO

Sentença do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) indeferiu a chapa de deputados federais formada por PHS, PSL, PEN, PTC, PMN e PV. A setença, transitada em julgado, já não admite recurso, uma vez que a chapa perdeu os prazos, que se encerraram no domingo, 27.

O representante da coligação, José Carlos da Silva, do PSL, diz que a decisão da TRE não foi enviada aos responsáveis pela chapa e, por isso, o prazo foi perdido. Porém, a coligação já está se movimentando para tentar reverter a situação. Quem está liderando a questão é o chefe da equipe jurídica da campanha do governador Marconi Perillo (PSDB) — uma vez que os partidos são da base do governador —, Ismerim Medina.

Segundo José Carlos, há brechas jurídicas que podem permitir que a coligação retome a candidatura dos 50 candidatos a deputado federal. Eram 51, mas um deverá desistir da candidatura — provavelmente um candidato do PV, ainda não definido — para que a coligação prossiga. A questão deverá ser definida pelos presidentes dos partidos ainda hoje.

E as providências estão sendo tomadas porque os candidatos não estão nada contentes com a situação. O presidente do PSL, Dário Paiva, por exemplo, é candidato a deputado federal e diz estar enraivecido. Contudo, acredita que conseguirão reverter o caso e prosseguir com a campanha.

Já Carlos Eduardo Belelli, o major Belelli do PHS, relata que se a situação não se resolver positivamente, há candidatos prontos para entrar na Justiça, inclusive contra a própria coligação. “Legalmente, o recurso já foi indeferido. Estão tentando resolver, mas é preciso dizer que isso foi um erro infantil. Perder prazo de recurso? Vou pedir explicações, porque nada justifica o que está ocorrendo”, diz.

Belelli salienta que, com o indeferimento das candidaturas, especulações começaram a surgir e que há muitos candidatos desesperados, pois investiram dinheiro na campanha. “Estive ontem na sede do PSL, que é a sede da coligação, e conversei com mais de 20 candidatos que estavam lá. Todos estão achando isso tudo muito estranho. Alguns chegeram a falar sobre conspiração”, afirma.

Walter Paulo: muito dinheiro já investido em campanha | Foto: Reprodução/Agência Senado

Walter Paulo: muito dinheiro já investido em campanha | Foto: Reprodução/Agência Senado

A questão é que alguns candidatos já investiram muito dinheiro em suas campanhas. “Há candidatos que já investiram mais de R$ 500 mil na campanha. E agora, como fica?”, declara Belelli. E, de fato, alguns candidatos fizeram grandes invetimentos nas campanhas, caso de Walter Paulo (PMN), dono das Faculdades Padrão.

Segundo informações, Walter — que é considerado o candidato com maior chances de ser eleito, entre os 50 que compõe a chapa — já havia investido aproximadamente R$ 2 milhões na campanha. Porém, até o fechamento desta matéria, Walter ainda não havia respondido às ligações da reportagem para comentar a situação.

5 respostas para “Candidatos enraivecidos por perda da candidatura cobram providências da coligação”

  1. Avatar Jornalista Carlos leal disse:

    Estou achando que isso é história pra boi dormir

    Vejam que a coligação foi formada basicamente com partidos popularmente chamados de “nanicos”, que são aqueles cujo os candidatos são vistos como do “baixo clero” eletivo e considerados como meros cabos eleitorais das candidaturas majoritárias. Também, nessas coligações são instalados dois ou três com chances de eleição nessas coligações, mas sem nenhuma chance em coligações com candidatos “fortes”. Nesse caso visão é a seguinte: MELHOR SER O MAIS FORTES ENTRE OS FRACOS, QUE O MAIS FRACO ENTRE OS FORTES.

    Justificativas como, “a decisão da TRE não foi enviada aos responsáveis pela chapa e, por isso, o prazo foi perdido”. Difícil de acreditar que a Justiça Eleitoral tenha cometido um erro tão grotesco. Acho mais fácil acreditar em uma manobra dentro da própria coligação. (Se foi erro de descumprimento da obrigação da Justiça Eleitoral em comunicar o prazo do recurso, aí, mesmo não sendo jurista, acho que pode dar certo), mas…..

    Na minha opinião, se poucos gastaram muito, muitos, gastaram pouco ou nada, e os que gastaram pouco, se contentaram tranquilamente em continuar como meros cabos eleitorais das candidaturas majoritárias pela simples promessa de um cargo qualquer, que era exatamente isso que sempre queriam.
    Sou Carlos Leal, jornalista editor do Jornal CMN, com participação em dois seminários de (Introdução em Ciências Políticas e Coordenação de Campanha Eleitoral). Celular: (61) 8183 5133 e-mail: [email protected]

  2. Avatar Joana Darc disse:

    Em política tudo se dá um jeito, a voz do dinheiro sempre fala mais alto, não há necessidade de pânico, todos serão candidatos.

  3. Avatar Ary Soares - Goiânia disse:

    Uma perguntinha: os “2 milhões” que foram gastos devem estar devidamente contabilizado na campanha né?

  4. Avatar maria paula disse:

    respeite o por que es uma pessoa muito honesta e assima de tudo um homen de Deus ………………….. que ajuda as pessoas a fazer faculdae

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