Câmara rejeita pedido de afastamento de Neyde Aparecida

Documento solicitava que a petista deixasse a pasta após denúncias de supostos desvios de alimentos de escolas e CMEIs da capital. Ela preside comissão que apura o caso

Neyde Aparecida será mantida à frente da SME | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção (2012)

Neyde Aparecida será mantida à frente da SME | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção (2012)

O requerimento que pedia o afastamento de Neyde Aparecida (PT) da Secretaria Municipal de Educação (SME) foi rejeitado pela maioria no plenário da Câmara de Vereadores de Goiânia, nesta quinta-feira (2/7).

O documento relatava que ela não poderia continuar à frente da pasta após virem à tona denúncias de supostas irregularidades na compra e distribuição de produtos da merenda escolar da capital, veiculada pelo Jornal Opção Online com exclusividade.

O líder do prefeito Paulo Garcia (PT), Carlos Soares (PT), alertou os aliados de que o requerimento deveria ser rejeitado, já que não está comprovado de que Neyde cometeu irregularidades. Antonio Uchôa (PSL), também da base, saiu em defesa da petista. “Não acho que vereador tem que ficar nomeando secretário. Quem faz isso é o prefeito”, ressaltou.

Relatórios da SME indicavam que pelo menos 190 toneladas de carne bovina e suína não foram entregues às unidades de ensino, assim como R$ 1,4 milhão destinado a compra de pães para os alunos teriam sido desviados.

O caso, chamado de “merendão”, foi reafirmado no último dia 25 de junho, quando os vereadores Elias Vaz (PSB) e Djalma Araújo (SD) subiram à tribuna para destacar as denúncias contra a SME. O chefe do Departamento de Alimentação Educacional (Dale) da SME, Wesley Batista, foi afastado do cargo pelo prefeito Paulo Garcia (PT).

Na tarde de ontem, o presidente da Câmara, Anselmo Pereira (PSDB), e os integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), se reuniram com uma comissão instalada pela Prefeitura de Goiânia responsável por averiguar os indícios de irregularidades, a qual Neyde Aparecida preside. A petista afirmou aos vereadores que não foram verificadas irregularidades em análise preliminar.

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