Câmara protocola pedido de condução coercitiva de Lourival Louza

Caso seja acatado, torna obrigatório o comparecimento do empresário, dono do Grupo Flamboyant, na comissão

Lourival Louza não compareceu para depor à CEI | Foto: Reprodução / A Redação

Lourival Louza não compareceu para depor à CEI | Foto: Reprodução / A Redação

Foi protocolado no Fórum Criminal de Goiânia, no Setor Jardim Goiás, na tarde da última sexta-feira (12/9), um requerimento do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira (PSDB), para que  o empresário Lourival Louza Júnior preste depoimento perante a Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Pastinhas. A CEI investiga supostas irregularidades na emissão de alvarás de construção durante a gestão do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), entre 2007 e 2010.

O documento foi protocolado pelo procurador jurídico legislativo Hebert de Vasconcelos Barros e caso seja acatado torna obrigatório o comparecimento do empresário, dono do Grupo Flamboyant, na comissão. Lourival Louza já se negou a ir à Câmara Municipal de Vereadores três vezes e o nome dele é citado em um dos processos investigados pela CEI.

No último mês, o presidente da comissão, Elias Vaz, assinalou que não descarta a possibilidade de pedir à Justiça a quebra de sigilo bancário e telefônico de pessoas investigadas, especialmente as que tem relação com empreendimento da região do Parque Flamboyant.

As investigações tiveram início com a construção do EuroPark — empreendimento da EuroAmérica a ser edificado no Park Lozandes. Além de Lourival, as primeiras pessoas citadas na CEI foram Oswaldo Peixoto Filho (Prumus), Dener Alvares Justino (Opus), Leonardo Aires de Souza (não identificado), Wagner Antônio Carneiro (Teccril), Paulo Silas Ferreira (J. Virgílio Imóveis), Luiz Antônio Ludovico (procurador da construtora Tenda), Rezio de Castro Ferreira (Vênus) e Malkon Merzian (Merzian).

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