Presidente da Câmara Municipal afirma que reforma na Casa não é para controlar ocupações; assessoria discorda

“O que está sendo feito são adequações no plenário e em dois auditórios”, afirma Clécio Alves

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A reforma que acontecerá na Câmara Municipal de Goiânia, planejada pela mesa diretora, que pretende colocar divisórias de vidro mais altas na Casa, não visa controle de ocupações. A afirmação é do presidente Clécio Alves (PMDB). “O que está sendo feito são adequações no plenário e em dois auditórios”, disse. A assessoria de imprensa da Câmara, entretanto, discorda do vereador. O órgão de comunicação declarou que as adequações são sim um método de segurança a fim de conter futuras invasões de grevistas. O vice-presidente da Câmara, Paulinho Graus (PDT), não aprova a mudança, mas salienta: “A Casa é presidencialista e a decisão de Clécio e soberana”.

O anúncio da reforma veio após 20 dias da última ocupação dos professores e funcionários do administrativo da Educação municipal. Os servidores da Educação deflagraram greve no dia 26 de maio devido ao não cumprimento por parte da prefeitura do que foi acordado ao final da última paralisação, em outubro do ano passado. Eles ocuparam a Câmara no dia 10 de junho e só saíram de lá no dia 4 de julho.

As divisórias de vidro que devem ser colocadas na Casa já existem em outros órgãos como a Câmara dos Deputados, em Brasília. A assessoria da Câmara Municipal afirma que os objetos não serão colocados para isolar o local. Eles serão apenas uma substituição à proteção que já existe. Além dos vidros, serão trocados o carpete e as placas de isolamento acústico, que serão substituídos por outros não inflamáveis. A obra ainda não tem data para começar, mas tem um orçamento máximo de R$ 320 mil. A ultima reforma feita na Câmara foi em 1997.

 

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