Câmara deve derrubar veto do prefeito ao projeto da data-base dos servidores

Bloco Moderado se diz contrário ao posicionamento da prefeitura e base corre para reverter quadro. Expectativa é de que pelo menos 19 vereadores votem contra decisão

Vereadores do Bloco Moderado anunciam que vão votar pela derrubada do veto: Zander Fábio (PSL), Dr. Bernardo do Cais (PSC), Paulo da Farmácia (Pros) e Divino Rodrigues (Pros) | Fotos: Câmara Municipal

Vereadores do Bloco Moderado anunciam que vão votar pela derrubada do veto: Zander Fábio (PSL), Dr. Bernardo do Cais (PSC), Paulo da Farmácia (Pros) e Divino Rodrigues (Pros) | Fotos: Câmara Municipal

Os vereadores do Bloco Moderado manterão o posicionamento a favor da data-base retroativa e para todos os servidores municipais de Goiânia. A decisão foi confirmada na tarde desta quarta- feira (11/2) ao Jornal Opção Online.

Embora a algumas semanas da votação, o atual líder da bancada “neutra” da Câmara Municipal de Goiânia, Paulo da Farmácia (Pros), garantiu que, por motivos de coerência, os quatro vereadores se posicionarão a favor da derrubada do veto proposto pelo prefeito Paulo Garcia (PT).

“Não acho justo essa retirada do direito dos servidores. É natural que haja o repasse da inflação, por que a Prefeitura de Goiânia não o quer fazer? Aliás, por que dar pra uma categoria e não para todas?”, questionou Paulo.

De acordo com ele, uma postura que o Bloco sempre adotou na Câmara é a coerência: “Votar contra um projeto que nós mesmos votamos no ano passado? Este não é o caminho, não é nossa conduta”.

Zander Fábio (PSL) corrobora com a fala do companheiro, justificando que o Paço está “distante” do Bloco Moderado e que não acredita em mudança de posicionamento: “Não fazemos barganha. Votar contra os servidores, com certeza, não”.

Outro fator que deverá pesar muito na decisão do quarteto é a represália advinda do Paço Municipal pós-derrota do projeto que reajustava o IPTU/ITU da capital. Na mesma semana da votação, os indicados pelo Bloco Moderado em órgãos municipais foram exonerados.

A expectativa dos vereadores da oposição e do Bloco Moderado é de que, hoje, pelo menos 19 vereadores votem contra o veto do prefeito. O número é o mesmo do dia da votação que aprovou o projeto da data-base integral para todos os servidores municipais.

Trabalho duro

Líder do governo na Câmara, Carlos Soares (PT) acredita que dá tempo de reverter quadro | Foto: Eduardo Nogueira

Líder do governo na Câmara, Carlos Soares (PT) acredita que dá tempo de reverter quadro | Foto: Eduardo Nogueira

Líder do governo na Câmara, o único vereador do PT, Carlos Soares, acredita que ainda esteja cedo para discutir a derrubada do veto, haja vista que o mesmo deverá entrar em votação só no mês que vem — o que garantiria tempo hábil para negociações com os descontentes.

“Tudo é uma questão de diálogo. Ainda temos tempo e esperamos realizar várias reuniões. Nossa expectativa é a melhor possível, sentaremos com o Bloco, chegaremos a um denominador comum. Não podemos dar como definitiva a derrubada”, revelou o petista ao Jornal Opção Online.

Sobre a suposta represália contra os vereadores do Bloco, Carlos Soares minimiza demissões: “Se quer ser da base, tem os cargos, espaços na Prefeitura. Agora, oposição é oposição”. Para o petista, a parceria tem que ser dos dois lados: “Estamos dispostos a conversar, mas tem que ficar bom para eles e para nós”.

Ainda sobre o veto do prefeito Paulo Garcia, o vereador explica que não é uma decisão “impositiva” e que todos os sindicatos estão sendo ouvidos para que se possa chegar a um entendimento. “Estamos construindo um projeto que será apresentado na próxima semana”, finaliza ele.

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