A Federação Brasileira de Bancos assinou um manifesto da Fiesp pedindo medidas urgentes para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos

Sede do Banco do Brasil, em Brasília | Foto: Adriano Machado/Reuters

Segundo o blog do Lauro Jardim, no O Globo, a Caixa e o Banco do Brasil não vão deixar mais a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Após conflitos relacionados com a política econômica do governo Bolsonaro, a entidade havia assinado um manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que contava com o apoio de outras 200 entidades empresariais e pedia medidas urgentes para o Brasil voltar a crescer e gerar empregos.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, 2, a própria Febraban disse que “o assunto está encerrado e com isso não ficará mais vinculada às decisões da Fiesp, que, sem consultar as demais entidades, resolveu adiar sem data a publicação” do texto. Segundo o blog, Caixa e BB consideram que a saída seria um enfrentamento ruim de ser bancado.

A Febraban também em comunicado disse que objetivo do manifesto foi cumprido (mesmo sem ter sido publicado) por ter sido amplamente divulgado.

Veja a íntegra do comunicado da Febraban:

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) reafirma o apoio emprestado ao manifesto “A Praça é dos Três Poderes”, cuja adesão se deu, desde o início, dentro de um contexto plurifederativo de entidades representativas do setor produtivo e cuja única finalidade é defender a harmonia do ambiente institucional no país.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) assumiu a coordenação do processo de coleta de assinaturas e se responsabilizou pela publicação, conforme e-mail dirigido a mais de 200 entidades no último dia 27 de agosto.

A FEBRABAN considera que o conteúdo do manifesto, aprovado por sua governança própria, foi amplamente divulgado pela mídia do país, cumprindo sua finalidade. A Federação manifesta respeito pela opção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que se posicionaram contrariamente à assinatura do manifesto.

Diante disso, a FEBRABAN avalia que, no seu âmbito, o assunto está encerrado e com isso não ficará mais vinculada às decisões da FIESP, que, sem consultar as demais entidades, resolveu adiar sem data a publicação do manifesto.

A FEBRABAN confirma seu apoio ao conteúdo do texto que aprovou, já de amplo conhecimento público, cumprindo assim o seu papel ao se juntar aos demais setores produtivos do Brasil num pedido de equilíbrio e serenidade, elementos basilares de uma democracia sólida e vigorosa.