Caiado quebra silêncio sobre apoio a governo Marconi e é criticado ao defender política “beija mão”

Senador admitiu participação no governo tucano e disse que indicação de Eliton ao cargo de vice foi um “clamor do Nordeste goiano”

Montagem

Durante debate OPopular/CBN realizado na manhã desta quinta-feira (20/9), os candidatos ao governo de Goiás pelo PSDB e DEM, José Eliton e Ronaldo Caiado, resolveram falar abertamente, pela primeira vez, sobre a antiga aliança e o fato de ter sido o democrata o responsável pela indicação do adversário ao cargo de vice no governo Marconi Perillo.

O embate teve início quando Eliton apontou para a “falta de coerência política” de Caiado, mencionando a votação contra a PEC do Trabalho Escravo, o aumento tributário sinalizado em seu plano de governo e fato do DEM integrar o governo federal.

Na resposta, o democrata resolveu quebrar o silêncio e falou de forma aberta que realmente apoiou o governo tucano e alegou que a indicação de Eliton à vice, à época, foi um clamor do Nordeste goiano.

Neste momento, Caiado indicou que aliados deveriam “beijar a mão” de seus padrinhos na política. “Só foi vice de Marconi Perillo porque eu coloquei. Depois veio me agradecer, me disse: ‘Você me deu a oportunidade de ter uma vida pública’. Até beijou a minha mão”, disse Caiado.

A fala foi duramente criticada ao longo do debate, sobretudo por Eliton e Daniel Vilela (MDB). O governador, na tréplica, disse que “as alianças partidárias fazem parte do processo democrático” e reforçou, mais uma vez, a incoerência de Caiado, criticando a “política antiga e coronelista” defendida pelo ex-aliado. “Caiado é tão atrasado politicamente, que acha que ainda existe ‘beija mão'”, disse.

Por fim, em um momento de evidente constrangimento, Caiado permaneceu em silêncio por alguns segundos, para voltar a defender, logo em seguida, o discurso de mudança e renovação.

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