Caiado pedirá audiência com ministro para resolver problema de incêndios no Sudoeste goiano

Região tem sido castigada por diversos incêndios criminosos. Em Santa Helena, prejuízo financeiro soma R$ 10 milhões

Foto: Reprodução

O governador Ronaldo Caiado esteve neste sábado, 21, em Santa Helena, onde participou de reunião com moradores do Sudoeste Goiano, região afetada por diversos incêndios criminosos nos últimos dias. Ao testemunhar a situação dos locais afetados pelas chamas, o governador explicou que, assim que tomou conhecimento da situação, já acionou toda a estrutura de Segurança Pública para investigação e assistência às cidades.

“Primeiro lugar, é um prejuízo enorme. Segundo, é avaliarmos se isso teve um lado criminoso”, contou Caiado, que pretende levar o assunto ao governo federal. “Vou pedir ao ministro [do Desenvolvimento Regional, Gustavo] Canuto uma audiência para levarmos essas reivindicações.”

O prefeito João Alberto, por sua vez, informou a real situação do município, que hoje se encontra em situação de calamidade e de emergência. “Temos problemas no incremento do número de atendimentos na rede pública de saúde, devido à fumaça e outros desenrolares dessas queimadas, e dificuldades na manutenção da cidade”.

Dados

De acordo com o coordenador da Operação Cerrado Vivo, que executa o cronograma de prevenção a incêndios, major Wiliam Alves Diniz Junior, em todo o Estado foram registrados 8.285 incêndios florestais, entre janeiro e 20 de setembro de 2019. No sudoeste goiano, os municípios que lideram o número de atendimentos do Corpo de Bombeiros são Rio Verde, Santa Helena, Jataí e São Luís de Montes Belos.

“17% dos atendimentos estão na região do sudoeste goiano. Santa Helena e Rio Verde somam 12% do total de atendimentos, mas só em Santa Helena o número é de 7,5%”, explicou major Wiliam Alves. “O ato de incêndio, de colocar em risco o patrimônio, o meio ambiente e a vida, é crime. Não estamos no período de queima controlada, isso deveria ter sido feito antes, mediante autorização”, alertou.

Conforme dados do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), o custo para o controle dos incêndios já chega a R$ 500 mil. Além disso, os prejuízos financeiros à cidade também somam R$ 10 milhões. Por fim, coordenador da Operação Cerrado Vivo reconheceu a contribuição de produtores rurais e empresários. “Eles têm nos apoiado com funcionários, maquinário. Temos recebido um auxílio efetivo nos combates”, destacou o major.

Segundo o comandante-geral do CBMGO, coronel Dewislon Adelino Mateus, os incêndios atingiram 60% da extensão territorial dos municípios, que contam com reforço de 50 bombeiros no combate às chamas. “A corporação trabalha um conjunto de ações para que possamos trazer tranquilidade à população nessa situação que está sendo difícil para todos nós, com a estratégia de superar e apoiar toda a comunidade”, disse.

Investigações

Até o momento, foram presas cinco pessoas, suspeitas de atearem fogo na região. Segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, 70% dos incêndios são criminosos e a punição será enquadrada na Lei de Segurança Nacional, que pode classificar os suspeitos como praticantes de terrorismo. “A força-tarefa, determinada pelo governador, está devidamente orientada a ter tolerância zero com essas queimadas, buscar os culpados e apresentá-los à Justiça”, reiterou Rodney.

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