Caiado evita opinar, mas deputados afirmam possíveis cortes em incentivos fiscais

Durante coletiva, após encontro com deputados, governador eleito não quis manifestar suas posições, dando aval aos parlamentares sobre todos os assuntos perguntados

Depois da reunião com deputados, Ronaldo Caiado concedeu coletiva à imprensa | Foto: Nathan Sampaio

Depois de uma longa reunião com dezenas de deputados – inclusive alguns dos que só assumem em 2019 – na noite desta quarta-feira (21/11), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) concedeu uma coletiva à imprensa para falar dos assuntos que foram tratados com os parlamentares. No encontro também estiveram presentes o senador Wilder Morais (DEM) e o vice-governador eleito, Lincoln Tejota (Pros).

A princípio, Caiado afirmou que o encontro funcionou apenas para mostrar o “respeito” que ele sente pela Alego, já que, mesmo eleito para o Executivo, ainda é senador e vem do Legislativo. “O Legislativo, no nosso governo, vai ser valorizado e respeitado. todas as decisões de governo serão compartilhadas e discutidos com o Legislativo”, disse.

Porém, o informado pela assessoria do governador eleito, é de que ele iria apresentar aos deputados o levantamento que tem feito sobre a atual fiscal do Estado. Os dados e detalhes, porém, não foram divulgados durante a coletiva. A única informação revelada, é de que Caiado e sua equipe preveem um de déficit fiscal nas contas públicas de Goiás num valor de R$ 3,6 bilhões.

Porém, ao ser questionado pelo Jornal Opção sobre a confirmação desse déficit, o governador eleito arremessou a responsabilidade para sua equipe de transição, coordenada por Wilder. “Esse diagnóstico está sendo trabalhado pelo senador Wilder […] que ainda não apresentou o relatório final”, declarou, afirmando que, como ainda há prazo, está buscando uma participação maior no processo.

No tocante às propostas que tramitam na casa, principalmente as do Orçamento Impositivo e da convalidação dos incentivos fiscais, o democrata declarou que “não levou nada para o Legislativo”, apenas “pediu” a eles “contribuição nestes projetos que são importantes no final do ano”. “Caberá aos deputados estaduais analisarem quais fontes alternativas buscar”, completou.

Antes disso, porém, conforme os deputados iam saindo da reunião, a reportagem ouviu o mesmo de quase todos: que foi um encontro produtivo e proveitoso. Especificamente sobre o projeto da convalidação dos incentivos fiscais, os que se arriscaram a responder disseram que, se for preciso, haverão cortes nos benefícios concedidos à empresas.

O presidente da Alego, José Vitti (PSDB), também afirmou a possibilidade. “A verdade é que o Estado está, sim, com um déficit orçamentário oriundo dos incentivos fiscais. Obviamente existem cadeias extremamente necessárias, mas entendemos também que existem cadeias onde é preciso haver um corte”, disse, completamento que está, pessoalmente, trabalhando para que haja um acordo com essas empresas que são incentivadas no setor produtivo.

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