Caiado anuncia que conseguiu as assinaturas para a CPI do BNDES

Goiano usou o Twitter para informar que conseguiu apoio de 28 senadores — um a mais que o necessário para instaurar investigação

O senador Ronaldo Caiado (DEM) durante reunião na Comissão de Relações Exteriores | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O senador Ronaldo Caiado (DEM) durante reunião na Comissão de Relações Exteriores | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O senador Ronaldo Caiado (DEM) usou o Twitter, na noite do último domingo (7/6), para informar que conseguiu angariar o número de assinaturas necessário para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES. De acordo com o goiano, 28 parlamentares manifestaram apoio à investigações dos empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Social, tido como “a caixa preta” do PT.

Na postagem, Caiado confirma que o senador Gladson Cameli (PP-AC) reiterou apoio à CPI, esclarecendo o mal-entendido anterior — no qual o acreano retirou sua assinatura do requerimento. “Temos 28 assinaturas, uma a mais que as 27 necessárias. Vou pedir esta semana para que meu requerimento seja lido em plenário. Só falta isso para abrir a caixa preta da corrupção do PT no BNDES”, escreveu o democrata.

Esta é a segunda tentativa do senador goiano de instaurar a CPI do BNDES. A primeira, no início de abril, fracassou após seis senadores retirarem suas assinaturas, o que inviabilizou as investigações — graças à uma investida do Palácio do Planalto. Sem as assinaturas mínimas, o requerimento com o pedido de criação da CPI não pode ser formalizado.

Caiado foi à tribuna critricar os colegas e acusar o governo federal de manobra para evitar as investigações. Vale destacar que todos os seis senadores que retiraram apoio são de partidos da base da presidente Dilma Rousseff (PT). São eles: Ivo Cassol (PP-RO), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Zezé Perrella (PDT-MG), Rose de Freitas (PMDB-ES) e Fernando Ribeiro (PMDB-PA) — suplente de Jader Barbalho (PMDB-PA) –, que havia assinado o pedido enquanto exerceu o mandato no Senado, em março, mas, com o retorno do titular, não está mais no Congresso.

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