Cai mais um presidente da Petrobrás; auxiliar de Guedes assume

Caio Paes de Andrade será o quarto presidente da empresa, sucedendo José Mauro Coelho, que ficou pouco mais de um mês no cargo

José Mauro Coelho é mais um demitido do comando da Petrobrás | Foto: Reprodução

O químico José Mauro Ferreira Coelho não ficou nem 40 dias no cargo de presidente da Petrobras. Ele foi demitido do cargo nesta segunda-feira, 23, devendo ser substituído por Caio Mario Paes de Andrade, da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Coelho tomou posse como presidente da Petrobras no dia 14 de abril e foi o terceiro a ocupar o posto na estatal durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), após Roberto Castello Branco e o general Joaquim Silva e Luna.

Segundo informações, ele deixou o comando da estatal pelos mesmos motivos que seus antecessores: os reajustes feitos nos preços dos combustíveis, que têm irritado Bolsonaro em ano de reeleição.

No início deste mês, sob a chefia de Coelho, a Petrobrás anunciou aumento de 8,8% do diesel nas refinarias. Bolsonaro é crítico da política adotada pela Petrobras, a paridade de preços internacional (PPI), que faz com que o preço da gasolina, do etanol e do diesel acompanhe a variação do valor do barril de petróleo no mercado internacional.

Em sua primeira videoconferência realizada com acionistas, Coelho defendeu a atual política de preços dos combustíveis. “Não podemos nos desviar da prática de preços de mercado”, disse o então presidente. Resta saber qual será a postura a ser adotada por Andrade. Se seguir o rumo que Bolsonaro quer, as ações da empresa devem sofrer consequências imediatas.

Bolsonaro chegou a afirmar que o lucro de R$ 44 bilhões obtido pela empresa no primeiro trimestre deste ano era um “estupro” e pediu reiteradamente que a estatal não promovesse reajustes. Em 15 de maio, ele se recusou comentar em uma eventual troca no comando da estatal e disse que a medida cabe ao ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, a quem deu “carta branca” para fazer o que achasse “melhor para seu ministério”.

* Com informações do portal R7.

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