Cacá Diegues é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras

Cineasta concorreu com outros 11 candidatos e recebeu 22 votos. Ele irá ocupar a cadeira 7, substituindo o também cineasta Nelson Pereira dos Santos

O cineasta Cacá Diegues é o novo imortal da Academia Brasileira de Letras – Foto: Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil

Um cineasta é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Cacá Diegues, de 78 anos, foi eleito nesta quinta-feira, 30, e irá ocupar a cadeira 7, substituindo o também cineasta Nelson Pereira dos Santos, que morreu em 21 de abril passado.

Diegues concorreu com outros 35 acadêmicos (24 pessoalmente e 11 por carta) e recebeu 22 votos. “Um dos mais premiados cineastas brasileiros, cuja obra lança um olhar profundo e generoso sobre nosso país. Crítico refinado, diretor reconhecido além fronteiras. Sua entrada é uma homenagem ao saudoso Nelson Pereira dos Santos, de quem foi amigo, através das novas lentes que ambos construíram para ver mais longe a nossa realidade”, afirmou o Presidente da ABL, escritor Marco Lucchesi.

Diegues venceu outros dez candidatos, entre eles, a escritora Conceição Evaristo e o diplomata Pedro Corrêa do Lago. Dos atuais 39 membros, apenas cinco são mulheres. Os demais concorrentes foram Raul de Taunay, Remilson Soares Candeia, Francisco Regis Frota Araújo, Placidino Guerrieri Brigagão, Raquel Naveira, José Itamar Abreu Costa, José Carlos Gentili e Evangelina de Oliveira.

Os ocupantes anteriores da cadeira 7 foram Valentim Magalhães (fundador, que escolheu como patrono Castro Alves), Euclides da Cunha, Afrânio Peixoto, Afonso Pena Júnior, Hermes Lima, Pontes de Miranda, Dinah Silveira de Queiroz e Sergio Corrêa da Costa, além de Nelson Pereira dos Santos.

Na próxima semana, o novo filme de Cacá Diegues, O Grande Circo Místico entra em cartaz em todo o país.

Fundador do Cinema Novo
Nascido em 19 de maio de 1940, em Maceió, Cacá Diegues é um dos fundadores do Cinema Novo. A maioria dos 18 filmes que realizou foi selecionada por grandes festivais internacionais, como Cannes, Veneza, Berlim, Nova York e Toronto, e exibida comercialmente na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, o que o torna um dos realizadores brasileiros mais conhecidos no mundo.

Diegues exilou-se na Itália e depois na França, após a promulgação do AI-5, em 1969, durante o regime militar. Foi casado com a cantora Nara Leão, da qual se separou em 1977, 12 anos antes de ela falecer. Com Nara, teve dois filhos: Isabel e Francisco. Desde 1981, é casado com a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães, com quem teve a filha Flora.

(Com informações da Agência Brasil)

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