Bruno Peixoto e Alysson Lima discutem sobre nomeações e salário dos servidores

Talles Barreto entra na discussão para alfinetar. “Está na hora de mudar de líder mesmo. Não convenceu ninguém”, disse

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Os parlamentares Alysson Lima (PRB) e Bruno Peixoto (MDB), discutiram, na tarde desta quarta-feira, 27, na Assembleia Legislativa. O emedebista, que é também líder do governo, em sua fala, respondeu ao peerrebista que afirmou ser hora do governo estadual pagar os servidores públicos e não nomear novos cargos.

Bruno afirmou que os cargos de nomeação, de secretaria e direção, são de gestão e que Alysson coloca palavras ao vento quando resume a nomear ou não nomear. Na ocasião, o líder do governo falou, também, sobre economia, que está disposto a reduzir cargos de seu gabinete em 50% e desafiou Lima a fazer o mesmo.

Além disso, Peixoto lembrou que a gestão passada alugou prédio na Avenida Anhanguera por R$ 500 mil/mês e disse que, atualmente, pessoas com alto poder aquisitivo usam o benefício do Passe Livre, que é pago pela sociedade. “Temos que cortar e debater [este programa]”, afirmou Bruno.

Bate-boca

Alysson Lima pediu a palavra e, além de aceitar o desafio, fez outro e ainda acusações. “Vossa excelência aceita, também, abrir mão de metade da verba de gabinete, como abri da minha? Eu não tenho de postos de combustível para gerar emprego para toda essa gente, igual vossa excelência tem, e nem centenas de cargos no governo, mas aceito o desafio”, insinuou.

Bruno, de volta com a palavra, mais uma vez acusou Alysson de jogar palavras ao vento. “Vamos comparar, no portal da transparência, o que eu gastei de verba indenizatória e o que o senhor gastou. Vamos além: ver quantos cada um nomeou no gabinete e ver quem faz economia para os cofres públicos. A casa tem que entrar no debate [de economia], mas a maneira que eu gasto pode olhar no portal da transparência”.

Funcionalismo público

O emedebista também abordou o funcionalismo público e garantiu que o governador Ronaldo Caiado (DEM) tem carinho especial pela classe. “A cobrança é natural. O governo pode muito, mas não tudo”, disse e emendou: “O governo está trabalhando diuturnamente e Caiado busca apoio do governo Federal e, em poucos dias, teremos notícias positivas”.

Ele lembrou que a gestão do Estado enviou suplementação de R$ 34 milhões para a Educação [a terceira] e que esta já foi aprovada e encaminha para autógrafo, na terça-feira, 26, para entrar na folha ainda do próximo dia 29, sexta-feira. Segundo ele, inclusive, ultrapassará os 70% de pagamentos para a categoria.

Bruno levantou a bandeira de transparência e afirmou que o governador instalou o compliance em todas as pastas para que fosse possível acompanhar os gastos online. “Para evitar a corrupção”, justificou. “O governo assumiu com alto déficit e está vindo à luz o que antes era escondido”.

Equivocado

Talles Barreto (PSDB) aproveitou, mais uma vez, para alfinetar Bruno. Segundo o tucano, o deputado está equivocado em “todas” as palavras. “A suplementação estava lá desde 2018. Não sei se é incompetência da secretaria de Economia ou de educação”, disse em tom de deboche.

E não parou por aí: “Deputado Bruno, estamos em março. É brincadeira usar esse discurso. Está na hora de mudar de líder, mesmo. Não convenceu ninguém, não tem conteúdo…”

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