Brasileiro Rodrigo Gularte é executado na Indonésia, confirma jornal local

Paranaense foi fuzilado na tarde desta terça-feira (28/4) condenado por tráfico de drogas

Rodrigo Gularte foi condenado em 2005 | Foto: reprodução

Rodrigo Gularte foi condenado em 2005 | Foto: reprodução

O governo da Indonésia executou o brasileiro Rodrigo Gularte, 42, na tarde desta terça-feira (28/4). Condenado por tráfico de drogas, ele e mais sete prisioneiros foram fuzilados na ilha de Nusakambangan. A informação foi divulgada pelo jornal local The Jakarta Post.

Diagnosticado com esquizofrenia paranoide no ano passado, o paranaense foi sentenciado à morte em 2005, um ano após ser preso no aeroporto de Jacarta com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

A família de Gularte tentou, sem sucesso, alegar que os traficantes o haviam aliciado, aproveitando de sua instabilidade mental. De acordo com a Folha de S. Paulo, o brasileiro pediu para ser enterrado em sua terra natal, Curitiba (PR).

No último domingo (26/4), o Itamaraty classificou como  “inaceitável” a execução de Gularte, alegando que o governo da Indonésia se recusou a reconhecer a doença mental do brasileiro e fugiu “ao mais elementar bom senso e a normas básicas de proteção dos direitos humanos”.

Esta não é a primeira vez que o governo brasileiro entra em conflito com as autoridades da Indonésia. Em janeiro, o carioca Marcos Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi morto condenado pelo mesmo crime. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff (PT) convocou de volta o embaixador brasileiro no País, Paulo Alberto da Silveira Soares.

Um mês depois, o então novo embaixador indonésio, Toto Riyanto, teve recusada sua carta credencial por Dilma Rousseff e deixou o Brasil.

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RH

O infeliz era apenas um “mula”. Teria sido mais produtivo usa-lo para pegar um ou mais dos cabeças do tráfico. Será que isto foi tentado? Não sou a favor da pena de morte por ser um desperdicio. Os condenados deveriam ressarcir a sociedade de alguma maneira. O errado é solta-los depois de alguns anos como é feito no Brasil, onde existe, sim, a pena de morte: para os que desobedecem ordens de bandidos durante assaltos.