Brasileira de 21 anos se torna a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes
28 agosto 2026 às 12h38

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A brasileira Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se a bilionária mais jovem do mundo, segundo o ranking da Forbes. Aos 21 anos, Amelie tem patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão, cerca de R$ 5,7 bilhões, segundo a Forbes.
A jovem catarinense é herdeira de uma das famílias fundadoras da WEG, multinacional brasileira especializada na fabricação de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções de automação industrial.
Amelie superou o alemão Johannes von Baumbach, herdeiro da farmacêutica Boehringer Ingelheim, por uma diferença de apenas sete semanas de idade.
Discreta e distante dos holofotes, Amelie é estudante universitária e não ocupa cargo executivo nem cadeira no conselho de administração da WEG. Sua fortuna está relacionada principalmente à participação acionária recebida por meio da estrutura patrimonial da família.
De onde vem a fortuna
Amelie pertence à terceira geração da família Voigt e é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG.
A empresa foi criada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, por Werner Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. O nome WEG surgiu da combinação das iniciais dos três fundadores.
A companhia começou como uma pequena fabricante de motores elétricos para atender empresas da região. Ao longo das décadas, ampliou seus negócios e se transformou em uma multinacional com operações internacionais.
Atualmente, a WEG está presente em 41 países, emprega cerca de 47,5 mil pessoas e registra receita anual próxima de US$ 7,25 bilhões, de acordo com os dados apresentados no levantamento.
A companhia possui valor de mercado estimado em aproximadamente R$ 195 bilhões, colocando a empresa entre as maiores do Brasil.
Werner Voigt morreu em 2016, aos 85 anos.
Participação na WEG
A fortuna de Amelie está diretamente ligada à participação que possui na companhia.
Segundo os dados societários apresentados no levantamento, a jovem possui aproximadamente 2% da WEG. Consideradas as participações diretas e indiretas, ela controla cerca de 106,7 milhões de ações da empresa.
Amelie também possui participação em holdings familiares que concentram ativos da família Voigt. Essas estruturas são compartilhadas com os irmãos gêmeos Felipe e Pedro Voigt Trejes, que também aparecem na lista de bilionários da Forbes.
Apesar de ser acionista da companhia, Amelie não exerce função executiva nem ocupa cadeira no conselho de administração.
Família concentra jovens bilionários
A valorização da WEG transformou diversos descendentes dos fundadores em bilionários. Cinco dos seis brasileiros mais jovens presentes na lista da Forbes pertencem à família Voigt.
Entre eles estão:
- Dora Voigt de Assis, 28 anos — US$ 1,4 bilhão;
- Felipe Voigt Trejes, 23 anos — US$ 1,1 bilhão;
- Pedro Voigt Trejes, 23 anos — US$ 1,1 bilhão;
- Lívia Voigt de Assis, 21 anos — US$ 1,4 bilhão;
- Amelie Voigt Trejes, 21 anos — US$ 1,1 bilhão.
Felipe e Pedro são irmãos gêmeos de Amelie. A diferença de sete semanas entre os nascimentos fez com que Amelie ocupasse o posto de bilionária mais jovem do mundo no ranking.
WEG virou uma “fábrica de bilionários”
A concentração de herdeiros da mesma família entre os brasileiros mais ricos fez com que a WEG passasse a ser conhecida como uma espécie de “fábrica de bilionários”.
O modelo de sucessão adotado pela família manteve participações acionárias entre diferentes gerações. Com a valorização da empresa, essas participações passaram a representar fortunas bilionárias.
Amelie é um exemplo desse modelo. Ela alcançou o posto de bilionária mais jovem do mundo sem ocupar cargo de gestão na companhia responsável pela maior parte de seu patrimônio.
O que a WEG produz
A WEG começou fabricando motores elétricos, mas ampliou significativamente seu portfólio ao longo dos anos.
A empresa atualmente produz motores elétricos, geradores, transformadores, turbinas, painéis elétricos, sistemas de automação industrial e equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia.
A companhia também fabrica carregadores para veículos elétricos, tintas industriais e automotivas e outros componentes elétricos.
Segundo a empresa, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos.
A WEG possui operações nos cinco continentes, está presente em 41 países e exporta seus produtos para mais de 135 países.
Fortuna acompanha valorização da empresa
O patrimônio de Amelie está relacionado principalmente ao valor das ações da WEG. Como acionista, sua fortuna estimada pode variar de acordo com a cotação da empresa na Bolsa.
A WEG se tornou uma das companhias mais valiosas do mercado brasileiro e se beneficiou da expansão de setores como eletrificação, automação industrial, veículos elétricos e energias renováveis.
A empresa fornece equipamentos utilizados em diferentes etapas desses mercados, incluindo motores, geradores, sistemas de automação e soluções para geração e distribuição de energia.
Uma herança construída ao longo de décadas
A história de Amelie começa muito antes de seu nascimento. Ela é resultado de um patrimônio empresarial construído a partir de uma pequena fábrica criada em Santa Catarina há mais de seis décadas.
Werner Voigt e seus dois sócios iniciaram a WEG em 1961 com foco na produção de motores elétricos. A empresa cresceu gradualmente, ampliou seu portfólio e conquistou espaço no mercado internacional.
Hoje, a companhia é uma das principais multinacionais brasileiras do setor industrial.
Amelie representa a geração seguinte dessa trajetória. Aos 21 anos, ainda como estudante e sem participação na gestão da empresa, ela se tornou a bilionária mais jovem do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão, cerca de R$ 5,7 bilhões.
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