Brasil deve crescer apenas 0,3% em 2014, aponta OCDE

Produto Interno Bruto brasileiro é o segundo mais baixo entre as principais economias do mundo, ficando atrás somente da projeção para a Itália

Em recessão técnica desde que o IBGE divulgou que no segundo trimestre deste ano o Produto Interno Bruto (PIB) do País retraiu 0,6%, em 29 de agosto, agora foi a vez da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) dar seu parecer sobre o cenário para a economia brasileira. Nesta segunda-feira (15/9) a instituição reviu para baixo as perspectivas de expansão de suas economias mais avançadas, tendo observado que a zona do euro continuará como a “ovelha negra” da recuperação, por ainda apresentar risco de deflação que tente a perpetuar sua situação e até mesmo agravar a crise da dívida.

Pela avaliação da OCDE, o PIB do Brasil deve fechar 2014 com 0,3% de crescimento. O porcentual é o segundo mais baixo entre as principais economias do mundo, ficando atrás somente da projeção para a Itália, que deve registrar contração de 0,4%.

Para 2015 a projeção para o Brasil melhora e passa a ser de 1,4% de alta. De acordo com a organização, pesam sobre a economia brasileira “incertezas políticas“ e a necessidade “ de introdução de medidas monetárias e fiscais”. O relatório da OCDE também fala em “investimentos fracos” e “inflação acima da meta.”

As estimativas para os Estados Unidos também foram de queda, embora a OCDE considere que o crescimento da economia norte-americana está trilhando um bom caminho após os efeitos negativos do inverno deste ano, com crescimento de 2,1% este ano (2,6% em maio). Para 2015 a estimativa é de 3,1% –– 4 pontos porcentuais a menos que da projeção anterior.

Sobre a zona do euro, a OCDE afirma que o risco de deflação poderá continuar a ponto de poder agravar até a crise da dívida. Mesmo assim o PIB da zona do euro deve ser superior ao brasileiro, pois está estimado em 0,8%. Na previsão anterior, divulgada em maio, a perspectiva era mais animadora (1,2%). Para 2015 fechou em 1,1%.

A expectativa da OCDE é que a economia da China cresça 7,4% este ano e 7,3% no ano que vem.

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