“Bia Kicis tem conseguido dissolver muitas dúvidas em torno de seu nome na CCJ”, diz Vitor Hugo

Líder do PSL na Câmara afirma que tem trabalhado juntamente com a parlamentar do Distrito Federal para diminuir resistência à indicação da deputada para presidente da Comissão de Constituição e Justiça

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) tenta driblar a resistência dos colegas parlamentares e consolidar a indicação para assumir a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Vice-presidente do grupo responsável por avaliar a constitucionalidade dos projetos em análise na Casa, Bia Kicis tenta manter nome forte na disputa para se tornar presidente da CCJ.

“Ela tem conseguido dissolver muitas das dúvidas em torno de seu nome na CCJ”, afirma o líder do PSL na Câmara, deputado federal Vitor Hugo (PSL-GO). O parlamentar que representa Goiás na Casa diz ao Jornal Opção que tem auxiliado Bia Kicis no diálogo com as bancadas das demais legendas. “Estamos avançando bem. Tenho conversado junto com ela com líderes de diversos partidos”, revela Vitor Hugo.

Alvo no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF) por participar e incentivar a realização de atos considerados antidemocráticos em Brasília (DF), a deputada Bia Kicis foi indicada à presidência da CCJ pelo novo presidente da Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL). A parlamentar ocupa hoje a vice-presidência da comissão, que é comandada pelo deputado Felipe Francischini (PSL-PR) desde 2019.

Desconfiança dos colegas

A indicação de Bia Kicis gerou desconfiança das bancadas de outros partidos na Câmara, inclusive em parte dos parlamentares do PSL, que dizem temer que a parlamentar não atue com a moderação necessária ao presidente da CCJ. Natural de Resende (RJ), Beatriz Kicis Torrents de Sordi é apontada como integrante da ala ideológica de apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso.

Aos 59 anos, Bia Kicis é advogada e procuradora aposentada. Contrária ao uso de máscaras e à adoção de medidas de distanciamento social durante a pandemia da Covid-19, a parlamentar não conta, até o momento, com apoio de toda a base bolsonarista na Câmara para ser a próxima presidente da CCJ. Os trabalhos da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara só devem ser retomados em março.

Em maio de 2020, Bia Kicis xingou o agora ministro aposentado do STF, Celso de Mello. “Vai se lascar, Celso de Mello! Vai se lascar! Não é à toa que você foi chamado de juiz de merda pelo Saulo Ramos. Juiz de merda! E eu estou usando aqui minha imunidade parlamentar para falar a verdade na sua cara. Juiz de merda, é isso que você é”, disparou a deputada em live transmitida para os seguidores no dia 22 de maio do ano passado.

Diálogo com partidos de oposição

No Supremo, a resistência ao nome de Bia Kicis como presidente da comissão na Câmara também é grande. A Coluna do Estadão desta segunda-feira, 15, informa que a deputada do PSL do Distrito Federal se encontrou no final de semana com a líder do PCdoB na Casa, Perpétua Almeida, do Acre.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, Bia Kicis ouviu da colega parlamentar do PCdoB que a sigla deve votar nos indicados pelos partidos para as comissões, mas que as “declarações polêmicas” da pesselista dificultam sua aceitação como presidente da CCJ. “Perpétua disse que, se o PSL escolher outro nome, podem votar nessa outra pessoa. Mas Bia, até o momento, se mostrou irredutível”, pontua a Coluna do Estadão.

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