Bebê de 50 dias é internada com múltiplas fraturas em Goiás; pai é preso por suspeita de maus-tratos
05 agosto 2026 às 19h41

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Uma bebê de aproximadamente 50 dias foi internada com múltiplas fraturas após dar entrada no Hospital Municipal de Morrinhos, no sul de Goiás. Diante da gravidade das lesões, a equipe médica acionou o Serviço Social, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.
O pai e a mãe da criança foram presos em flagrante por suspeita de maus-tratos. Como as identidades dos investigados não foram divulgadas pela Polícia Civil, não foi possível localizar a defesa deles. Posteriormente, a mulher foi colocada em liberdade.
Segundo o hospital, a bebê foi levada à unidade pelo homem, que informou que ela chorava muito e aparentava sentir fortes dores. Durante a avaliação inicial, os profissionais identificaram um inchaço na região do ombro e solicitaram exames de imagem.
O raio-X revelou fraturas nas duas clavículas, nos dois úmeros e nos rádios e ulnas, ossos dos braços. Diante da gravidade do quadro, a criança foi transferida no mesmo dia para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde receberia atendimento especializado. O estado de saúde não foi informado.
Além das fraturas, a bebê apresentava inchaços em diferentes partes do corpo, o que reforçou a suspeita de maus-tratos e levou ao início da investigação policial.
Versões diferentes
O delegado Fabiano Jacomelis, responsável pelo caso, informou que o casal foi autuado em flagrante diante da gravidade das lesões e das versões contraditórias apresentadas sobre quem cuidava da criança.
Inicialmente, o homem afirmou aos profissionais do hospital que a bebê estava sob os cuidados de outras crianças quando começou a chorar intensamente. Depois, durante a ocorrência policial, mudou a versão.
Segundo ele, o casal teria viajado para o Mato Grosso por cerca de 13 dias, deixando a filha aos cuidados de uma terceira pessoa. Já a mãe afirmou que a viagem durou apenas dois dias.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, os dois informaram apenas o primeiro nome da pessoa que supostamente ficou responsável pela bebê. Nenhum endereço, telefone ou outra informação que permitisse localizá-la foi fornecido.
O delegado informou ainda que o homem foi quem registrou a criança no nascimento. A identidade do pai biológico da bebê ainda será apurada pela investigação.
A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar a pessoa mencionada pelos investigados e esclarecer como a criança sofreu as múltiplas fraturas. O caso segue sob investigação.
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