Banco russo financia tratamento de água com tecnologia nuclear na Saneago

Contrato gira em torno de R$ 1 bilhão, sendo que os primeiros valores serão repassados quando estatal apresentar projetos executivos ao bando de desenvolvimento da Rússia

Missão goiana durante visita à Fundação Skolkovo, na Rússia | Foto: SED Goiás/Divulgação

Missão goiana durante visita à Fundação Skolkovo, na Rússia | Foto: SED Goiás/Divulgação

A missão comercial goiana no Leste Europeu, encerrada na semana passada, firmou acordo com o banco de desenvolvimento da Rússia para financiamento de obras de saneamento básico e transferência de tecnologia para a Saneago por meio da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). Os recursos giram em torno de R$ 1 bilhão, conforme informou na segunda-feira (6/7) o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico (SED), José Eliton (PP), que liderou a comitiva.

“Na Europa não se usa mais o cloro, como nas Américas [do Norte, Central e do Sul]. E sim elementos de tecnologia nuclear que, na avaliação técnica da Saneago, podem ser mais vantajosos. Portanto, precisa ter transferência de tecnologia e nós exigimos que para celebrar o acordo seria importante a transferência do saber para a Saneago por meio da UEG e a Fapeg”, detalhou. Segundo o pepista, os primeiros R$ 60 milhões serão repassados à estatal conforme a apresentação dos projetos executivos à instituição financeira.

A protagonista para a emissão de conhecimento para terras goianas é a Fundação Skolkovo, organização sem fins lucrativos fundada pelo governo russo em 2010. O objetivo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao criá-la foi o de criar ambiente para efetivar pesquisas científicas em áreas como a nuclear, espacial, telecomunicação, informação, energia, ciências biomédicas e farmacológicas.

Ministros de estados da Bielorrússia e Polônia também demonstraram interesse em aumentar as relações comerciais com Goiás. “A Rússia, de maneira especial, vive hoje um processo de embargos da Europa e dos Estados Unidos. E com isso o mercado brasileiro pra ela é essencial, temos que aproveitar essa janela de oportunidade”, argumentou José Eliton.

Indústria pesada

O vice-governador cogitou ainda a possibilidade de instalar uma unidade do Grupo OJSC Kamaz em Goiás, montadora de tratores responsável por 8% da produção mundial de veículos do tipo.

A marca tem parceria com a Marcopolo S.A., que produz caminhões pesados no Brasil. Entre três e seis semanas um grupo de empresários deve visitar Goiás em missão comercial. Ainda não há cidade definida.

Carne e leite

Nesta semana, um novo grupo de empresários e políticos brasileiros deve visitar a Bielorrússia para tratar sobre o embargo de carne bovina. “Na Rússia, já avançamos nesse diálogo e também na área de lacticínios”, relatou José Eliton.

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Altamir Gf E Silva

Olá,
Acho que nos assustaria menos se fosse explicado o processo bem como os elementos periódicos envolvidos, devido ao trauma do Césio 137… Precisamos muito de inovações e esta é uma opção a ser considerada até como abatedora de gastos com o SUS, que o Cloro nos impõe e o CRM não explica nada disto na Mídia como se deveria, mas temos que ter a certeza da segurança deste posicionamento. Sou leigo e isto não ficou claro para mim…
Valeu,