Banco Central reduz projeção da inflação para 3,8% este ano

Para 2019, o centro da meta é 4,25% e 2020, 4%

O Banco Central reduziu a estimativa da inflação para este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,2% para 3,8%, de acordo com o Relatório de Inflação, divulgado hoje (29) pela internet, em Brasília.

Essa é a projeção do cenário central, elaborada com base em perspectiva de taxa de juros (6,5% ao ano) e câmbio (R$ 3,30, no fim de 2018) do mercado financeiro (pesquisa Focus).

A estimativa ficou mais distante do centro da meta de inflação, que é 4,5% este ano. Para 2019, o centro da meta é 4,25% e 2020, 4%. O intervalo de tolerância é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2019, a projeção para o IPCA caiu de 4,2% para 4,1%. A estimativa para 2020 passou de 4,1% para 4%.

No relatório, o BC reafirmou a visão de que a taxa básica de juros, a Selic, pode voltar a ser reduzida em 0,25 ponto percentual, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio.

A interrupção do ciclo está prevista para a reunião de junho. Para o BC, uma nova redução da Selic reduz o risco de a inflação demorar a chegar ao centro da meta. A Selic passou pelo 12º corte seguido este mês, ao ser reduzida em 0,25 ponto percentual, caindo para 6,5% ao ano.

Inflação é avaliada

No relatório, o BC avalia que a inflação ficou 0,39 ponto percentual abaixo do esperado nos dois primeiros meses deste ano. No trimestre encerrado em fevereiro, a inflação foi 0,25 ponto percentual abaixo do esperado.

Segundo o BC, a inflação em janeiro foi afetada pela mudança da bandeira vermelha para verde na tarifa de energia elétrica, o que reduz o preço.

“A inflação de alimentos, embora em linha com a projeção no acumulado do trimestre [dezembro, janeiro e fevereiro], apresentou aceleração maior do que a esperada em dezembro e janeiro, mas surpreendeu no sentido oposto em fevereiro, ao retornar para o campo negativo”, acrescenta o Banco Central.

As projeções de curto prazo do BC consideram variações de 0,20%, 0,33% e 0,26% para o IPCA nos meses de março a maio de 2018, respectivamente.

“A despeito da perspectiva de retorno da variação dos preços de alimentos e vestuário para o campo positivo e de reajustes das tarifas de energia elétrica na região metropolitana do Rio de Janeiro, a taxa mensal do IPCA deve apresentar desaceleração em março, repercutindo a expectativa de recuo dos preços de combustíveis e a dissipação dos efeitos dos reajustes sazonais em serviços de educação e transporte público”, diz o BC.

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