Balança comercial mostra cenário positivo nas exportações em Goiás

O Estado aparece em destaque frente ao resto do País, que termina o ano de 2014 com déficit. Vendas de empresas goianas cresceram 9,65%, em relação ao último mês

Secretário de Estado de Indústria e Comércio, William O’Dwyer (Foto: Jayr Inácio)

Secretário de Estado de Indústria e Comércio, William O’Dwyer (Foto: Jayr Inácio)

Com dados satisfatórios aos goianos, a Secretaria estadual de Indústria e Comércio (SIC) divulgou na manhã desta quinta-feira (6/11) a balança comercial de Goiás. O Estado aparece em destaque frente ao resto do país, que termina o ano de 2014 com um déficit. “Vislumbramos um recorde histórico de nossa balança. Estamos trabalhando nisso”, disse o secretário de Indústria e Comércio, William O’Dwyer.

O Estado foi responsável por 3,16% das vendas do País, sendo o melhor índice de participação na balança comercial do Brasil para o período. O saldo deste ano já ultrapassa o resultado obtido em 2013, de US$ 110 milhões. A tendência é que o crescimento chegue a 10% até o final deste ano.

No último mês, as exportações fecharam em US$ 568 milhões e as importações em US$ 388 milhões. Isso significa que mais dinheiro de fora foi injetado na economia local. As vendas das empresas goianas para outros países cresceram 9,65%, na comparação com setembro, e 1,97% em relação a outubro de 2013. O cenário é diferente do registrado no País, na comparação outubro 2014/2013, quando as exportações brasileiras recuaram 19,6% e as importações, 4,19%. O resultado do Brasil foi o pior em 16 anos.

O produto mais vendido para outros países nos últimos meses foi a carne, de acordo com a balança. Aves, bovinos e suínos marcaram 29,5% de tudo que foi exportado, sendo o maior comprador a Rússia, devido a acordos feitos entre Goiás e à embaixada do país.

Para a secretaria, o milho foi a surpresa. O grão foi o segundo produto mais comercializado, representando 17,76%. O’Dwyer afirma que fatores ligados ao cenário interno e externo influenciaram na alta das taxas. “Tivemos alta produtividade que, somada à desvalorização do real, contribuiu para que a venda do milho para países asiáticas fosse ampliada”, declarou.

A soja, em terceiro lugar, representou 14,55%, seguida do açúcar, com 14,55%, e do ferroligas, com 7,98%.

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