Baixo estoque gera escassez da vacina contra H1N1 em clínicas particulares de Goiânia

Os laboratórios que distribuem o produto estão entregando menos doses porque no último ano sobraram vacinas; enquanto isso, goianos lotam unidades

Foto: Reprodução

Quem conseguiu se vacinar contra a gripe H1N1 em Goiânia teve sorte. Com a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza adiada do dia 16 para o dia 23 de abril e com os recentes casos da doença, a procura foi alta e a vacina está escassa na capital e região. De acordo com algumas clínicas, as doses que chegam semanalmente não estão conseguindo atender à população.

Um dos proprietários de uma clínica particular da região, que não quis se identificar, afirmou que os laboratórios que entregam a vacina, normalmente o GSK ou Sanofi, fazem uma previsão anual sobre a quantidade de doses produzir e entregar às empresas que aplicam o produto. Além disso, a quantidade das ampolas é dividida e entregue semanalmente, por isso chegam poucas.

Ainda de acordo com a fonte, como no último ano sobraram vacinas, os laboratórios temeram que houvesse prejuízo. Então, o número de doses importadas foi menor este ano.

Ao Jornal Opção, uma das distribuidoras informou que não há como estocar as vacinas por muito tempo, pois elas têm um prazo de validade curto. Então, são distribuídas às clínicas apenas as quantidades solicitadas, que foram importadas no ano em questão.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) também se posicionou nesta terça-feira (3/4). O órgão promoveu uma coletiva de imprensa com a gerente de Vigilância Epidemiológica, Magna Maria de Carvalho. Na ocasião, ela disse que o Estado está em uma situação de alerta para a epidemia.

Sobre o atraso do período de campanha de vacinação, Magna explicou que a secretaria pode tornar o tempo entre o recebimento das doses e a vacinação o menor possível. “Desde o surto na Vila São Cottolengo nós solicitamos a antecipação conseguir receber a vacina antes do perido, e, se recebermos, vamos adiantar a campanha”, confirmou.

Casos em Goiás

Os casos de gripe A (H1N1) registraram aumento de 16% em Goiás em relação a última semana. Em 2018, já foram confirmados 44 casos e três mortes, e mais 12 óbitos com suspeita.

Sintomas e cuidados

Procurada pela reportagem, a médica infectologista Carolina Abrão explica que os principais sintomas da gripe H1N1 são parecidos com um estado gripal comum, como febre que dura entre 3 e 5 dias e tosse seca.

“No entanto, a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º ou 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência precisa ficar atenta e procurar um médico”, explica a doutora.

Com falta de vacinas, medidas de prevenção e higiene podem ser tomadas pela população. Ao tossir e espirrar, deve ser usada a parte interna dos braços para tampar o rosto, as pessoas devem utilizar lenços descartáveis, evitar locais com aglomeração, deixar o ar circular principalmente no inverno e em dias frios. também é importante não se automedicar, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, copos e pratos.

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