Presidente da Fecomércio diz que setor produtivo já aplica medidas de alternativa de uso do transporte coletivo para funcionários, mas iniciativa pode ser melhorada

O presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi, avalia que o setor produtivo pode indicar alternativas para o transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, no entanto, a situação é complexa e exige empenho de vários setores.

Entre as alternativas apontadas por Baiocchi está a mobilidade corporativa. Ou seja, a oferta de transporte por parte das empresas para o funcionário. Ele aponta que tal modalidade já vem sendo aplicada por boa parte do setor produtivo goianense durante a pandemia.

No entanto, ele avalia que não é a única solução, já que nem todas as empresas tem condições para arcar com os custos. Baiocchi diz que além dele, as empresas já implementaram a carona solidária, modelo em que um funcionário oferece carona para colegas que moram na mesma região.

Além disso, há também o uso de transporte alternativo coletivo. Este modelo, segundo o presidente da Fecomércio, já utilizado, é o uso de vários funcionários em conjunto por veículos oferecidos por transporte através de aplicativos com o Uber, ou o 99.

Baiocchi argumenta que não fosse a adoção de medidas alternativas de transporte, os números de uso de ônibus em Goiânia não teria caído durante a pandemia de Covid-19.

Entretanto, ele aponta que a proposta de melhoria tem que ser realizada em várias frentes, com empenho do poder público. “Nós temos bom contato com a SET [Sindicato das Empresas de Transporte da Região Metropolitana] e apoiamos a desativação dos terminais de ônibus, para evitar aglomerações e melhorar o fluxo dos ônibus]”, diz.

Estudos

Em entrevista no final da manhã desta segunda-feira, 13, após assinatura do decreto que permitiu abertura do comércio em Goiânia, o secretário municipal de Desenvolvimento e Tecnologia, Walison Moreira, disse que há estudo de um plano de mobilidade corporativa.

“De forma que o setor produtivo vai se comprometer para que seus funcionários usem formas alternativas de transporte. Ainda está sendo negociado. Essa semana vai dizer muito sobre a possibilidade de incentivarmos um plano de mobilidade corporativa”, salientou Walison.