Autódromo de Goiânia é fechado para reconstrução completa da pista; reabertura está prevista em novembro
28 julho 2026 às 18h38

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O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, foi totalmente fechado nesta terça-feira, 28, para o início das obras de reconstrução da pista do circuito. De acordo com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (SEEL), a substituição do pavimento asfáltico será realizada pela empresa responsável pela obra, dentro do prazo de garantia estabelecido, sem gerar custos adicionais ao Estado. A previsão é de que a pista seja reaberta em novembro.
Ainda segundo a pasta, a primeira etapa do cronograma de recapeamento consiste na análise dos materiais e na definição do traço, seguida pela fresagem, realização de ensaios e pavimentação completa da pista. Após a conclusão dos trabalhos, será necessário um período de cura do asfalto, etapa considerada essencial para garantir o padrão de excelência do circuito e permitir que ele continue recebendo as principais provas dos calendários nacional e internacional de automobilismo e motociclismo.
Vale lembrar que a empresa responsável pela obra solicitou a prorrogação do prazo inicialmente previsto para a execução do serviço. Por isso, a reabertura completa da pista ficou prevista para novembro. Em relação aos treinos de ciclismo, realizados diariamente no Autódromo de Goiânia, a expectativa é que sejam retomados logo após a conclusão do recapeamento, ainda em setembro, uma vez que essas atividades não provocam desgaste significativo no pavimento.
Por que será feita a substituição?
A decisão de substituir o asfalto foi tomada após a identificação de problemas na capa asfáltica poucos meses depois da reabertura do circuito, que passou por uma ampla reforma para voltar a receber a MotoGP e outras competições nacionais e internacionais.
Durante coletiva de imprensa realizada no mês passado, o secretário estadual de Esporte e Lazer, Welington Peixoto, afirmou que a intervenção foi motivada pela constatação de falhas pontuais na capa asfáltica. Segundo ele, o governo optou por exigir a recuperação integral dessa camada para garantir a qualidade da estrutura.
“Houve alguns problemas pontuais detectados e o Governo do Estado de Goiás, reafirmando seu compromisso com a transparência, fez questão de chamar toda a imprensa para mostrar o compromisso que tem com a qualidade”, afirmou.
Welington explicou que o principal problema identificado foi o descolamento de partes do pavimento em um trecho do circuito. “Houve um problema no asfalto, que começou a descamar”, disse o secretário.
Segundo ele, a empresa responsável pela execução da pista atribuiu a falha ao processo de cura do material utilizado na obra. “A empresa, que é a mesma que fez o Autódromo de Interlagos, palco da Fórmula 1, informou que houve um processo de cura que não teve o tempo suficiente”, declarou.
Apesar de a falha ter sido registrada em apenas uma área específica do circuito, o governo decidiu ampliar a intervenção. “Diante disso, preocupados com a qualidade da pista, exigimos que todo o circuito fosse recapeado”, afirmou.
Governo exigiu troca completa da pista
De acordo com Welington Peixoto, a determinação partiu do governador Daniel Vilela para assegurar que o autódromo mantenha o padrão exigido pelas principais categorias do automobilismo.
“Mesmo sabendo que o problema foi pontual, não foi uma falha generalizada, o governador Daniel Vilela determinou que toda a pista fosse refeita. Não poderíamos correr o risco de entregar um autódromo que não estivesse no mais alto padrão de qualidade. Exigimos que a empresa refaça toda a capa asfáltica, sem qualquer custo para o Estado, já que o serviço está dentro do período de garantia”, afirmou o secretário.
Segundo Welington, a decisão busca garantir segurança aos pilotos e preservar a credibilidade do Autódromo Internacional Ayrton Senna como palco de grandes competições nacionais e internacionais.



