Acompanhando tendência nacional, número de novos casos de Aids em Goiás também cresceu

Dados de 2014, entretanto, apontam que se o segundo semestre acompanhar o ritmo no primeiro, o número de contaminados será o menor desde 2006

Dados divulgados pela Unaids, programa da Organização das Nações Unidas, nesta quarta-feira (16/7), apontam que no Brasil o número de casos de HIV cresceu 11% de 2005 a 2013, enquanto no mundo, desde 2001, houve diminuição de 38%. O Estado de Goiás acompanha essa tendência nacional, sendo que de 2005 (com 515 casos) a 2013 (1.044 casos), a quantidade de pessoas portadoras do vírus praticamente dobrou.

O primeiro semestre de 2014, entretanto, vai na contramão do que vem sendo registrado. Até o momento foram 296 casos, e se o segundo semestre acompanhar essa média, a quantidade de pessoas irá ser a menor no Estado desde 2006, quando houve 575 novos casos em Goiás. No mundo inteiro foram 2,1 milhões de pessoas que identificaram a doença em 2013, sendo que em 2001 foram 3,4 milhões. Do total de pessoas portadoras do vírus HIV no mundo, 2% vivem no Brasil, sendo a África do Sul o país com maior quantidade, com 18%.

A Secretaria de Saúde de Goiás garante que, segundo dados nacionais, atualmente estão em tratamento com medicamentos antirretrovirais, ofertados pelo SUS, cerca de 340 mil pessoas. O órgão estadual ainda sustenta que, segundo dados do Ministério da Saúde, a epidemia da Aids no Brasil está estabilizada. 

Em toda a América Latina, no período analisado, a queda foi de 3% de novos casos. No México e Peru, a diminuição de 39% e 26%, respectivamente, mostra um avanço no controle do vírus muito mais eficiente do que no Brasil. Mortes relacionadas à Aids no país subiram 7% de 2005 a 2013, sendo que no Peru, Bolívia e Colômbia, o número caiu 50%, 47% e 33%, respectivamente.

O Coordenador Estadual de DST/Aids da Gerência de Programas Especiais, da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), Edvan Miranda, reforça que, apesar de Goiás estar registrando aumento no número de registros de casos de Aids, a taxa de crescimento é menor do que o registrado no Brasil. A isso ele credita o trabalho de prevenção, assistência e tratamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado.

Porém, o aumento, ainda que menor, configura-se um fato preocupante. Os fatores para a maior quantidade de pessoas infectadas a cada ano, diz Edvan, são a maior facilidade de diagnóstico da doença e a despreocupação de parte da população, especialmente os mais jovens, que se descuidam por considerar os avanços no tratamento da doença.

Dados da Secretaria de Saúde revelam que, desde 1984, quando foi registrado o primeiro caso da doença em Goiás, os últimos anos foram os mais críticos com relação à incidência da doença. Foram 652 casos em 2009; 722 em 2010; 800 em 2011 e 722 em 2012 e 1.044 em 2013.

A SES conta atualmente com 17 centros onde é possível fazer exames para o diagnóstico da doença, e já são oferecidos exames cujos resultados saem em cerca de 30 minutos. O Ministério da Saúde recomenda atualmente que a população realize a testagem para Aids ao menos uma vez por ano.

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