Audiência pública para apresentar mudanças no leilão da Celg D tem data marcada

Presidente da CCJ, Talles Barreto (PSDB) anunciou que reunião será realizada em Goiânia no dia 4 de outubro 

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, o deputado Talles Barreto (PSDB) confirmou para o dia 4 de outubro, às 9 horas, na Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL) a audiência pública sobre a privatização da Celg D.

Segundo o tucano, a data para a sessão foi escolhida em acordo entre Ministério de Minas e Energia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “A decisão já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU)”, afirma.

O novo cronograma para o processo de desestatização da companhia goiana se dá porque o conselho do Programa de Parcerias de Investimento da presidência da República (PPI) atualizou, na última semana, o valor a Celg D para R$ 4,448 bilhões.

Como o futuro acionista terá que assumir dívidas e outras obrigações no total de R$ 2,656 bilhões, o valor líquido referente às ações da empresa ficou em R$ 1,792 bilhão (incluído parcela dos minoritários, de 0,07%).

A reavaliação se deu em virtude do resultado da licitação para alienação do controle acionário da Celg D, em agosto, que foi considerado deserto — não havendo interessados. Em função disso, o Ministério de Minas e Energia solicitou ao BNDES que tomasse as providências necessárias para dar continuidade ao processo.

O processo de desestatização será realizado em duas etapas. A primeira será o leilão a ser realizado na Bovespa para alienação de ações equivalentes a 94,84% do capital social da Celg D ao preço mínimo de R$ 1,708 bilhão. A segunda será a oferta de ações aos empregados e aposentados equivalente a 5,09% do capital da empresa no valor de R$ 82,6 milhões. Em caso de sobras de ações, o novo controlador terá a obrigação de adquiri-las. Será mantido o desconto de 10% no valor por ação aos empregados e aposentados que aderirem à oferta.

Além de definição do novo preço de venda das ações, a resolução também traz alteração na Oferta aos Empregados e Aposentados sobre a não existência de prazo mínimo para a permanência com as ações, exclusivamente, para esta categoria, atendendo a um pleito dos próprios funcionários da empresa. O objetivo é estimular a aquisição de maior número de ações pelos interessados, já que permitirá a alienação de sua participação acionária a qualquer momento.

A audiência pública deve ser realizada justamente para apresentar as novas condições do leilão. (Com informações da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás)

 

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