Assembleia e IBGE firmam parceria para lançar Censo Agro 2017

Estudo percorrerá todo o Estado de Goiás para colher dados sobre zona rural, que tem cerca de 340 mil km²

José Vitti discursa durante o evento de lançamento do censo | Foto: Carlos Costa

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti (PSDB), juntamente com o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, Daniel Messac (PSDB) lançou na manhã desta quarta-feira (4/10) o “Censo Agro 2017”, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

“É de fundamental importância, informação é tudo. Um censo no que tange o agronegócio para o nosso Estado é importante para sabermos a realidade que vivem as famílias do campo. Tendo isso vamos poder desenvolver políticas públicas bem determinadas a cada segmento”, discursou Vitti.

O presidente explicou que a parceria ajustada entre Poder Legislativo e IBGE vai facilitar muito o trabalho dos recenseadores. “Nós somos um Estado eminentemente voltado ao agronegócio. Temos aqui na Casa parlamentares ligados a todos os quatro cantos do Estado, de maneira a levar essa informação aos municípios que representam, aos prefeitos, vereadores e lideranças para que informem os moradores do campo sobre o Censo Agro e eles possam receber bem os recenseadores”, frisou.

Além dos deputados, estiveram presentes na cerimônia também o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira; o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Élcio Perpétuo Guimarães; o superintendente Executivo de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento, Antônio Flávio Camilo.

Também esteve presente o ex-deputado estadual e produtor agrícola, Ricardo Yano; o representante da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Edson Alves Novaes; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Francisco Pontes; e o coordenador técnico do Censo Agro, Daniel Ribeiro de Oliveira.

Daniel Messac explicou como foi feita a negociação para que houvesse a parceria entre Poder Legislativo e IBGE: “A Comissão da Agricultura tem um foco principal que é realmente o agronegócio e dentre as várias atividades, nós buscamos a construção dessa parceria junto ao IBGE. Porque o Censo Agro é de extrema importância, pois vai mapear tudo aquilo que está acontecendo dentro do Estado de Goiás, vai trazer uma radiografia com muita clareza de tudo que é produzido e por quem é produzido”.

Para o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira, a importância de se realizar esse censo vem, principalmente, da necessidade de atualização de dados. “O IBGE realiza censos de 10 em 10 anos, então, as informações que a sociedade tem pra trabalhar hoje de dados agropecuários são de 2006. Todos esses dados novos que o IBGE vai trazer serão de suma importância para que um órgão como a Assembleia, o Governo do Estado, instituições também privadas, possam tomar decisões com base em dados mais precisos”, completou.

Agronegócio

Edson Vieira disse acreditar no potencial do Estado de Goiás em termos de agronegócio. “O setor agropecuário é um setor muito importante para o Brasil, mas para o Estado de Goiás é mais importante ainda. Vários municípios do Estado se destacam em nível nacional dentre os principais produtores agropecuários. A participação do Estado em termos de agropecuária é duas vezes maior do que a do Brasil, quando consideramos o PIB”, argumentou.

Ele afirma que um evento como esse é muito importante no sentido de dar transparência e visibilidade ao Censo Agro.

“O IBGE vai a todas as propriedades agropecuárias de zonas urbanas e zonas rurais. Algumas delas são muito distantes e é super importante que a gente tenha visibilidade, com isso esperamos que o técnico do IBGE seja melhor recebido e também que se tenha mais conhecimento desse trabalho e com isso nós possamos reduzir os problemas de segurança que as pessoas tem no campo e que acaba dificultando o acesso do IBGE nessas áreas”, arrematou.

Edson ainda explica que a parceria com a Alego é relevante para facilitar o acesso do Censo às propriedades. “O IBGE contava com o orçamento de R$ 1,6 bilhão para fazer esse censo e agora foi reduzido para R$ 770 milhões. Então, nós contamos com todos os órgãos parceiros do IBGE para divulgar essa operação que é tão importante para o país e para Goiás”, disse.

De acordo com ele a estrutura que o IBGE tem em Goiás é grande e para esse censo a quantidade de servidores vai triplicar. “No Estado de Goiás nós temos 55 postos de coleta e 32 gerências regionais. Esses postos em conjunto têm 205 supervisores e tem também 691 recenseadores. É uma estrutura grande, o quadro está praticamente triplicando. Temos um quadro de 600 servidores e só para o Censo Agro nós estamos contratando cerca de 900”, contou.

Complementando a fala do superintendente, o coordenador técnico do Censo Agro, Daniel Ribeiro de Oliveira, explicou que alguns proprietários ficam com receio de receber o recenseador, porém, ele pede que tenham cuidado mas que não deixem de colaborar. “Pedimos para que os proprietários rurais tenham confiança no recenseador, identifique-o por uma questão de segurança. Todos os seus equipamentos de trabalhos estão identificados com a marca do IBGE. É preciso ter cuidado, mas é muito importante que dediquem um tempo para atender nosso servidor”, disse.

Representantes do IBGE, governo e Assembleia| Foto: Carlos Costa

Dados

A coleta de dados será executada de outubro de 2017 a fevereiro de 2018, adotando-se como referência o período de 1º de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017, ao qual deverão estar relacionados os dados sobre a propriedade, produção, área, pessoal ocupado, etc. A data de referência adotada para a pesquisa é 30 de setembro de 2017, à qual estarão referidas as informações sobre estoques, efetivos da pecuária, da lavoura permanente e da silvicultura, entre outras totalizações.

O censo irá percorrer por inteiro a área rural do Estado de Goiás, com cerca de 340 mil km² de território heterogêneo e, muitas vezes, de difícil acesso.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação, Francisco Pontes, falou do valor que essa pesquisa tem para o Estado. “Toda a gestão necessita de base de dados para que as ações sejam dirigidas com segurança e pontualidade. Esse Censo vem para atualizar toda a nossa base de dados agropecuário, nossas propriedades rurais, pra que possamos desenvolver ações seguras”, argumentou.

Para o pequeno produtor, o secretário explica que há ações conjuntas com o Ministério da Agricultura que beneficiam seu trabalho. “Com o Ministério da Agricultura, com o Ministério das Cidades levamos benefícios aos pequenos produtores rurais, à agricultura familiar. Esse Censo vai trazer a radiografia exata das nossas propriedades, dos nossos pequenos produtores e então, essas ações serão facilitadas”, disse.

Ele ainda informou que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação vai beneficiar os pequenos produtores com R$ 40 milhões por meio de convênio. “A Secretaria vai beneficiar a agricultura familiar com orçamento de R$ 40 milhões. Vamos identificar cada pequena propriedade e analisar suas demandas”, concluiu.

Ricardo Yano, que é produtor rural e já foi deputado estadual, falou sobre os benefícios que a pesquisa poderá fornecer aos produtores. “Vamos começar a entender o que temos em termos de população de animais, o que nós produzimos. Tudo isso, para que nós, produtores, possamos nos programar em termos de venda e produção. Isso vai nos dar condição de aumentar ou diminuir algum produto que esteja com excesso em termos de oferta”.

Ele ainda frisou a importância de mostrar, por meio do Censo Agro, o potencial de Goiás para o Brasil. “O país ainda não conhece o potencial que temos em termos de agronegócio. A partir daí, vamos começar a entender e a valorizar cada vez mais o nosso produtor e nosso produto”.

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