“As regras são diferentes para presídios de segurança máxima como o de Planaltina”, explica Eduardo Prado

Presidente da Comissão de Segurança Pública explica a mães e esposas de detentos, que se tratam de presos ligados a facções e, por isso, o tratamento é diferente

Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado delegado Eduardo Prado, avalia que há regras diferentes para presídios de segurança máxima, como é o caso de Presídio de Planaltina, por isso é preciso olhar com cuidado as críticas levadas pelas mães e mulheres de detentos durante sessão da Comissão nesta quarta-feira, 25.

“Precisamos ter critérios para analisar [os protestos] de uma forma verdadeira. Questões de tomada… mas questão de água precisamos apurar”, disse o deputado. Eduardo ainda afirmou que as medidas estão de acordo com a Lei de Execução Penal, mas as denúncias que eventualmente fogem da legislação devem ser apuradas.

Mães e esposas protestaram, durante a sessão da Comissão, por melhores condições aos detentos do presídio do município de Planaltina. De acordo com elas, falta água para os reeducandos. Além disso elas reclamam da alimentação fornecida. “Meu filho está pagando pelo crime que cometeu. Não estou questionando a transferência deles, mas já que o Estado fez, que tenha responsabilidade de levar água e comida decente”, disse uma mãe.

No começo de setembro, 195 detentos foram deslocados da penitenciária de Aparecida de Goiânia para o presídio de segurança máxima de Planaltina. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), os detentos fazem parte de facções criminosas e a mudança foi feita para evitar rixas.

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