Arquivamento de denúncia já era esperada, diz Daniel Vilela

Pai e filho foram citados no último ano em colaborações de dois ex-executivos da Odebrecht, no âmbito da Lava Jato

Em entrevista ao Jornal Opção nesta terça-feira (3/7), o deputado federal Daniel Vilela e o seu pai, o ex-governador Maguito Vilela, ambos do MDB, comentaram a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Tofolli pelo arquivamento de denúncia contra os dois no âmbito da Lava Jato.

Pai e filho foram citados em colaborações de dois ex-executivos da Odebrecht: Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Alexandre José Lopes Barradas. A denúncia consta em pedido de abertura de inquérito divulgada em abril do ano passado e fazia parte da chamada “Lista de Janot” (procurador-geral da República, Rodrigo Janot).

À reportagem, Daniel afirmou que “sempre soube que o momento chegaria” e defendeu as investigações. “Todo político tem que estar disposto a ser investigado e ter a vida publicada para todos. Recebo esta decisão com muita tranquilidade, porque nunca cometi qualquer irregularidade”, afirmou.

Na mesma linha, Maguito criticou o teor da denúncia, chegando a classificá-la como fake news. “Não havia nem indícios. Alguém soprou para o delator para prejudicar Daniel, já que é alguém com muito futuro na política”, acredita.

Decisão

Na decisão publicada ainda nesta segunda (2), o ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo, afirmou que após 15 meses transcorridos e após duas prorrogações nos autos do inquérito “inexistem elementos que constituam indícios mínimos de materialidade e autoria do crime”.

“Fato é que o presente inquérito perdura por prazo significativo, com prorrogações sucessivas, sem que tenham aportado nos autos elementos informativos que possam ser considerados elementos corroboração às declarações dos colaboradores, ou provas outras”, escreveu o ministro. “Ante o exposto, determino o arquivamento do presente inquérito, sem prejuízo de requerimento de nova instauração na hipótese de surgimento de novos elementos.”

A decisão atende argumentos da defesa dos emedebista de que todas as provas foram produzidas, ficando comprovado que o deputado não praticou qualquer irregularidade. O parecer contraria, entretanto, o entendimento da Procuradoria-Geral da República, que solicitava o envio da investigação para a Justiça Eleitoral de Goiás.

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