Arquiteto do Parque do Cerrado defende uso de “pessoas translúcidas” em montagens

Takeda explica que perspectivas utilizadas no projeto não são amadoras e diz que escritório autor do projeto tem 25 anos de atuação 

Divulgação: Facebook

Divulgação: Facebook

O arquiteto responsável pelo projeto do Parque do Cerrado, Guilherme Takeda, encaminhou ao Jornal Opção Online nota em que defende as perspectivas utilizadas pelo escritório Takeda Paisagismo e Urbanismo nas simulações do futuro espaço de lazer goianiense.

Disponibilizadas na página da Prefeitura de Goiânia no Facebook, as montagens repercutiram nas redes sociais nesta semana e se tornaram motivo para piada entre os internautas.

De acordo com o profissional, no entanto, a técnica empregada no projeto é bastante comum no setor e teve como objetivo “apresentar brevemente o conceito do parque definido a partir das ideias da sociedade”.

“O uso de pessoas translúcidas em perspectivas é um dos vários estilos de grafismo utilizado nestas representações”, disse.

Nas imagens, além de pessoas “translúcidas”,  os indivíduos aparecem fora de plano e em cenas “aleatórias” em meio ao que será o parque. Em um dos planos, o nome do futuro parque aparece com a grafia errada: “Paraue do Cerrado”.

Sobre esses pontos, o arquiteto não se manifestou, mas frisou que os objetivos propostos com as simulações foram alcançados.

Confira íntegra da nota de Guilherme Takeda:

O uso de pessoas translúcidas em perspectivas é um dos vários estilos de grafismo utilizado nestas representações. A escolha desta opção teve o objetivo de apresentar brevemente o conceito do parque definido a partir das ideias da sociedade – e acreditamos que este objetivo foi alcançado.

Agora, estamos concentramos no detalhamento do projeto executivo, onde são feitas todas as especificações técnicas, e no levantamento de custos, fundamental para busca de mais parcerias e recursos. São etapas importantes para a concretização do projeto, que é o nosso foco principal. As charretes*  não visam apenas reunir as ideias da sociedade, mas também ajudar o poder público a viabilizá-las.

Apenas a título de informação, charrete é uma metodologia que nasceu na França e é amplamente utilizada nos Estados Unidos para buscar o envolvimento da sociedade na construção de espaços públicos, a mesma que foi aplicada no Projeto do Parque do Cerrado.

Nosso escritório, Takeda Paisagismo e Urbanismo, tem 25 anos de atuação e projetos assinados em 23 estados brasileiros. Somos um dos principais aplicadores da metodologia charrette no País, com cases desenvolvidos em cidades como Porto Real (RJ), São José dos Campos (SP), Gravataí (RS),  Seropédia (RS), entre outras.

Coloco o meu email pessoal à disposição de todos que desejam contribuir com este projeto. A sua opinião é muito importante para criarmos um espaço de relevância para a cidade. Convidamos toda sociedade a se engajar nas próximas etapas deste projeto, que está se tornando realidade graças a uma construção coletiva, a alianças firmadas e ao foco positivo de todos os envolvidos.

Guilherme Takeda
[email protected]

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.