“Aquele candidato que vem prometendo isso foi o responsável por colocar a polícia goiana em miséria”, diz Marconi Perillo

Declaração do governador diz respeito à promessa do candidato peemedebista de que irá dobrar o efetivo policial assim que assumir o governo

Marconi Perillo: . “Nossos policiais não têm mais que andar em veículos Fiat 147, com gambiarras que estragavam e viviam permanentemente nas oficinas e às vezes eram empurrados nas ruas por falta de combustível | Foto: Humberto Silva

Marconi Perillo: . “Nossos policiais não têm mais que andar em veículos Fiat 147, com gambiarras que estragavam e viviam permanentemente nas oficinas e às vezes eram empurrados nas ruas por falta de combustível | Foto: Humberto Silva

Em reunião com representantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o governador candidato Marconi Perillo (PSDB) informou às categorias que autorizou a prorrogação do prazo para convocação dos remanescentes do último concurso, tendo, novamente, criticado os ataques oposicionistas quanto à situação da segurança pública goiana. Segundo o tucano, a oposição quer colocar a sociedade contra as forças policiais. As declarações fazem referência, em especial, ao peemedebista Iris Rezende, que tem explorado mais que os demais candidatos o viés da insegurança no Estado em seu programa eleitoral na TV e no rádio.

Neste sentido, Marconi Perillo classificou de “ação politiqueira dos opositores” e disse que sua atuação durante a campanha não terá “promessas demagogas”, citando em seguida a promessa a chapa Amor por Goiás (PMDB-SDD-DEM) de que dobrará o efetivo policial no primeiro ano de mantado. “Não vou dizer aqui que vou dobrar o efetivo, até porque aquele candidato que vem prometendo isso foi o responsável por colocar a polícia goiana em miséria. Impossível acreditar em algo deste tipo.”

O candidato também comparou a atual situação da segurança em Goiás com a das gestões que o antecederam, de Iris Rezende e Maguito Vilela. “É preciso que os mais velhos contem para os iniciantes na carreira militar o que já viveram”, iniciou, emendando que “quando terminava um governo, os policiais ficavam de cinco a seis meses sem receber”. O tucano garantiu que ao final deste mandato nenhum servidor sofrerá atraso salarial. “Nossos policiais não têm mais que andar em veículos Fiat 147, com gambiarras que estragavam e viviam permanentemente nas oficinas e às vezes eram empurrados nas ruas por falta de combustível”, chegou a asseverar.

Sobre lista de demandas e sugestões enviadas a ele por representantes das polícias e dos bombeiros, Marconi disse que, o que for viável, será incluído no plano de governo e prometeu sensibilidade às causas da categoria –– que, no caso dos policiais civis, deflagraram greves entre 2012 e 2014.

O governador também reiterou que a questão da segurança pública não é um problema que atinge apenas Goiás, mas todos os estados, por falta de investimentos provenientes da União. Segundo ele, nesta gestão o Estado investiu aproximadamente R$ 2 milhões nas forças policiais, tanto em inteligência como em novas viaturas. O tucano creditou 80% das ocorrências de crimes no Estado, sobretudo quanto ao tráfico de drogas e armas, a esta deficiência de distribuição de recursos. “É preciso que o governo federal faça o que estamos fazendo aqui, criando o Comando de Operações de Divisas e apreendendo drogas e armas nas entradas do Estado”.

Na ocasião o governador recebeu palavras de apoio do presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar / Bombeiros Militar do Estado de Goiás, sargento Gilberto Cândido de Lima. “Faço aqui meu testemunho, por saber o que eram essas corporações, e o que é hoje. Já vivi, em governos de outros partidos, muitas situações difíceis, como muitos de vocês. Jamais queremos voltar a passar pelo que já passamos”, disse, agradecendo em seguida o governador pelas melhorias implantadas para a classe. E agradeceu ao governador por todos os investimentos em Segurança Pública.

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