Aprovados no concurso da Educação de Goiânia exigem prorrogação do certame

Prazo vence na próxima sexta-feira (28) e aprovados alegam descumprimento de TAC firmado com o MP e déficit na rede municipal

Sala de aula fechada por falta de pedagogos | Foto: Arquivo

Os aprovados no último concurso da Educação de Goiânia, realizado em 2016, organizam um protesto para esta quinta-feira (27/9), no Paço Municipal, a partir das 17h. Eles pedem a prorrogação do certame, que vence na próxima sexta-feira (28), o que impediria a convocação de novos profissionais.

O concurso foi alvo de muitas polêmicas e, diante de irregularidades, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado entre o Ministério Público e a Secretaria Municipal de Educação e Esportes (SME).

No entanto, os aprovados no certame alegam que algumas cláusulas do TAC não foram cumpridas. A principal reclamação é com relação a não convocação de pedagogos  para suprir o déficit decorrente de aposentadorias, desistências e exonerações.

Na última semana, o Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), entregou uma representação ao Ministério Público pedindo a prorrogação do concurso. “Considerando que há candidatos aprovados esperando convocação, ressaltando o fato de haver déficits comprovados na rede municipal de educação, a não convocação vai contra o princípio da economicidade”, diz trecho do documento.

Na última quarta-feira (26), o Jornal Opção denunciou a falta de profissionais nos CMEIs da capital, que tem prejudicado o atendimentos as crianças matriculadas.

A reportagem entrou em contato com a promotora Fabiana Lemes Zamaloa, da 90ª Promotoria do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) que afirmou que no dia 6 de setembro, a SME fez a convocação dos concursados e que ainda é preciso esperar um prazo até que os servidores tomem posse.

Ela afirma que o número de novos convocados ultrapassa a quantidade necessária na educação no município e que isso deve resolver o déficit atual de funcionários nos CMEIs.

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