Aprenda a emagrecer comendo de tudo com a dieta flexível

É possível perder peso comendo aquele super sanduíche com batata frita, no fim de semana? Claro, basta incluí-lo no planejamento da dieta flexível

Foto: Leicilane Tomazini/Jornal Opção

Já imaginou perder peso comendo de tudo, sem restrições? É o que promete a dieta flexível, baseada na contagem de macronutrientes. Essa tática alimentar não possui uma lista de alimentos que devem ser consumidos ou excluídos da alimentação, tudo é permitido, desde que esteja dentro das quantidades de carboidratos, proteínas e lipídeos diárias.

Mas antes de entender como funciona a flexível, é importante saber o que são os macronutrientes. Os carboidratos, proteínas e lipídeos são nutrientes essenciais, e o equilíbrio entre eles, em suas devidas proporção, garante o bom funcionamento do organismo.

Os carboidratos garantem a energia do corpo, eles podem ser simples ou complexos, dependendo da forma e da rapidez como são absorvidos. Mas como é isso na prática? Para ser absorvido pelas células, o nutriente tem que ser que “quebrado”, assim, quanto maior a molécula, mais demorado será o processo, e o inverso da mesma forma, quanto menor, mais rápido.

Então, quando comemos um pedaço de chocolate, o processo de digestão quebra o carboidrato em menos etapas, gerando energia de forma mais rápida. Agora, quando comemos um pão integral, por exemplo, a quebra demora um pouco mais, e isso garante uma maior saciedade por mais tempo.

Já as proteínas participam do processo de construção do organismo, dessa forma, é muito importante que uma dieta tenha as quantidades necessárias desse macronutriente, principalmente para quem está em guerra com a balança.

As gorduras, por sua vez, são as moléculas que liberam maior quantidade de calorias por grama. Então isso quer dizer que eu deva tirá-las do cardápio para emagrecer? Errado, os lipídeos (gorduras) também funcionam como reserva energética, além de atuarem em processos de regulação do organismo.

A dieta

A dieta flexível baseia-se, portanto, na contagem desses macronutrientes citados acima. E não tem nada de mirabolante, tendo em vista que o princípio básico é o déficit calórico. Por exemplo, se uma pessoa gasta 2000 kcal por dia, e consome, na alimentação, apenas 1500 kcal, então ela irá emagrecer. É esse “saldo negativo” que promove a perda de gordura corporal.

Existem, hoje, diversas planilhas disponíveis na internet, além de aplicativos, que auxiliam nessa conta. Você apenas insere o alimento, e o dispositivo informa a quantidade de calorias, bem como a disponibilidade de cada um dos macronutrientes.

Então é possível perder peso comendo aquele super sanduíche com batata frita, no fim de semana? Claro, basta incluí-lo no planejamento, e lógico, não exagerar na quantidade nem na freqüência. Vale lembrar também, que é de extrema importância aliar a alimentação a exercícios físicos, principalmente para quem quer emagrecer, já que isso auxilia no balanço energético final.

Apesar de chamarmos de dieta flexível, essas recomendações não são, de fato, uma dieta [que deve ser prescrita por um profissional], são informações baseadas na fisiologia e na bioquímica, que aliadas, podem trazer o resultado esperado.

Passo a passo:

  • Definir o gasto energético total (GET). Isso pode ser feito por meio de aplicativos, que levam em consideração o nível de atividade da pessoa, que pode ir do ativo ao sedentário.
  • Sabendo o gasto calórico diário, deve-se ingerir menos calorias do que ele. Exemplo: Se o (GET) deu 2500 kcal, a pessoa deve consumir, durante o dia, uma quantidade de calorias abaixo desse valor. Lembrando sempre de distribuí-las de acordo com as necessidades de carboidratos, proteínas e lipídeos.

Alimentos indicados

Como foi dito anteriormente, quem utiliza dessa estratégia está livre para comer todos os tipos de alimentos, desde que o déficit calórico seja obedecido. Entretanto, no geral, deve-se priorizar alimentos com um melhor valor nutricional. Confira abaixo a lista dos melhores alimentos para a contagem de macros:

Carboidratos: pães, cereais e massas; legumes; grãos como aveia, trigo, quinoa e arroz; frutas como banana, maçã e manga; vegetais como batata, batata-doce, milho e abóbora.

Proteínas: carne animal; produtos lácteos; ovos; legumes como feijão, lentilha, ervilha e soja.

Gorduras: abacate; gema de ovo; peixes gordos como salmão e sardinha; produtos lácteos; sementes; óleos; azeitonas; oleaginosas como castanhas, amêndoas, amendoim e nozes.

Foto: Leicilane Tomazini/Jornal Opção

Pronto! Entendendo o que são macronutrientes e o papel que cada um desempenha no organismo, dá sim para ter uma dieta equilibrada, saudável, gostosa, e o melhor de tudo, ainda perder peso!

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