Após quatro anos de Janot à frente da PGR, Raquel Dodge toma posse nesta segunda

Entre os principais desafios da nova procuradora-geral estão a continuidade da Operação Lava Jato e a revisão da delação da JBS

Após quatro anos de mandato, este domingo (17/9) é o último dia de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na próxima segunda-feira (18/9), assume a goiana Raquel Dodge. Ela foi indicada para a sucessão pelo presidente Michel Temer (PMDB) que a escolheu mesmo que seu nome não fosse o primeiro na lista tríplice de indicações da associação de procuradores.

Não existe a obrigatoriedade de que o escolhido seja o primeiro colocado, mas, nos governos dos petistas de Lula e Dilma Rousseff, esse era o padrão da escolha. O primeiro colocado foi Nicolao Dino, que é vice-procurador do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dodge terá como principal desafio a continuidade da Operação Lava Jato, que, durante o mandato de Janot, apresentou 34 denúncias contra políticos, inclusive contra o presidente, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Já na próxima quarta-feira (20) ela começa a atuar das denúncias contra Temer, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) julga um pedido da defesa dele para que o documento não seja enviado à Câmara dos Deputados como no caso da primeira, que acabou rejeitada no Plenário da Casa.

Ela também será a responsável pela revisão da delação da JBS, que pode acabar na suspensão dos benefícios negociados para um dos donos do grupo J&F, Joesley Batista, e para executivo Ricardo Saud.

Entre os planos já anunciados por ela está a criação de uma secretaria da Função Constitucional, pensada para os casos em que a PGR entra com ações de inconstitucionalidade contestando ações do poder público do STF; outra especificamente para casos de Direitos Humanos e Defesa Coletiva; e, por fim, a Secretaria da Função Penal Originária, que cuida de ações criminais.

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