Após proposta de fim de repasse ao Sistema S, diretor do Sebrae defende modelo

Repasse de recursos públicos às empresas pode entrar no relatório a ser discutido no Senado

O diretor-superintendente do Sebrae Goiás Igor Montenegro

Na última sexta-feira (5/5), o senador Ataídes Oliveira (PSDB-RO) protocolou uma emenda ao projeto da Reforma Trabalhista para acabar com a obrigatoriedade das contribuições para as empresas do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Senar, Senac, Sest, Senat, Sebrae, Sescoop).

Atualmente o Sistema S recebe repasses do governo para oferecer qualificação profissional, educação, cultura e outros serviços para os trabalhadores.

A emenda diz que “as empresas têm absoluto privilégio de gastá-los [recursos] como bem entendem, sem prestar contas senão – quando muito – aos respectivos controladores dentro da pouco democrática estrutura sindical patronal”. A falta de transparência das contas das entidades do sistema S também foi apontada em acórdão de 2016 do Tribunal de Contas União (TCU).

Em entrevista ao Jornal Opção, o diretor-superintendente do Sebrae Goiás Igor Montenegro defendeu o modelo atual e disse que há poucas chances de a emenda ser aprovada. “Tanto no Senado como na Câmara há um grande consenso em torno de que o modelo de funcionamento do Sistemas S é o mais bem sucedido e deve ser mantido”, garantiu.

De acordo com ele, “o modelo atual é o mais exitoso”. “Alguns países enxergam o Brasil como referência nesse sentido. Se nós somos uma referência em capacitação empresarial e profissional, não há motivo para mudarmos isso”, justificou.

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