Após mudança no sistema, pacientes continuam sem conseguir exames em Goiânia

Em dezembro, novo software de gerenciamento de vagas foi implantado nas unidades de saúde com promessa de acabar com filas para o chamado “chequinho”

Quem procurou o Cais Deputado João Natal, no setor Vila Nova, na tarde desta terça-feira (9/1) não conseguiu agendar exames | Foto: Mayara Carvalho/Jornal Opção

Desde o dia 1º de dezembro do ano passado começou a funcionar o novo sistema de autorização de exames nas unidades de saúde da capital. Na época da implantação, o sistema foi apresentado como o “fim das filas” para o chamado “chequinho”, mas na prática nada mudou.

Jornal Opção esteve, na tarde desta terça-feira (9/1) , no Cais de Campinas e Cais Deputado João Natal (Vila Nova), e em nenhuma das duas unidades o sistema estava funcionando de forma adequada.

No Cais de Campinas, a paciente Samara Santos, tosadora de animais de estimação, que havia acabado de ser atendida foi informada pelo médico que o “chequinho” não estava funcionando na unidade e que só retornaria à normalidade no dia seguinte.

Já para a equipe de reportagem, servidores do local informaram que, por falta de funcionários, a autorização de exames só está funcionando no período matutino.

Sandra Valência, que trabalha com serviços gerais, sofreu uma queda nesta manhã e aguardava há mais de cinco horas pelo atendimento. Ela informou que ao chegar na unidade perguntou aos funcionários se o sistema estava funcionando.

“Eles me falaram que eu tinha que passar pelo médico primeiro. Se tivessem me avisado que aqui não estava autorizando os exames eu teria procurado outro lugar, mas em vez de serem honestos, eles preferem nos enrolar”, desabafou.

No Cais Deputado João Natal, no setor Vila Nova, a situação não era diferente. Em busca da autorização de exames, servidores do local informara à reportagem que 25 senhas haviam sido emitidas as 13h30 horas e que novos pacientes só seriam atendidos no dia seguinte.

Além da dificuldade em conseguir agendar exames, pacientes reclamavam do atendimento de urgência e emergência da unidade.

A dona de casa Ana Luíza chegou ao posto de saúde por volta das 16 horas, preencheu a ficha de atendimento, mas foi aconselhada pelos servidores do Cais a esperar em casa e voltar à unidade por volta das 20 horas.

“A triagem até foi rápida, mas o atendimento médico está péssimo. Encontrei um vizinho que está aqui desde as 10 horas e só foi chamado agora”, lamentou.

Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações sobre o funcionamento do novo sistema para emissão dos chequinhos, mas até a publicação desta matéria, nenhuma resposta foi enviada.

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