Um dia após ser preterido na disputa pela vaga de vice-governador na chapa de Daniel Vilela (MDB), o ex-deputado federal José Mário Schreiner voltou ao comando da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). O retorno ocorre em meio à reorganização política do grupo governista após a definição de Luiz do Carmo (PSD) como companheiro de chapa do governador.

Zé Mário era apontado como um dos nomes mais fortes para ocupar a vice, especialmente por sua ligação histórica com o agronegócio goiano e pelo trânsito consolidado junto ao setor produtivo. Nos bastidores, seu nome foi defendido por lideranças ligadas ao agro, que viam na indicação uma forma de ampliar a representatividade do segmento na sucessão estadual.

No entanto, a escolha acabou recaindo sobre Luiz do Carmo, decisão que encerrou semanas de articulações dentro da base governista. O ex-senador venceu a disputa interna que também envolvia o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima e o próprio Zé Mário.

Após a definição da chapa, o ex-presidente da Faeg divulgou um vídeo nas redes sociais em tom de agradecimento aos apoiadores. Sem citar diretamente a escolha de Luiz do Carmo ou a decisão de Daniel Vilela, a declaração foi interpretada por aliados como um recado político. “Na política, muitas vezes, projetos pessoais ficam acima de projetos dos estados, mas eu aprendi desde muito cedo que gratidão se paga com gratidão”, afirmou.

No vídeo, Zé Mário também agradeceu às lideranças que defenderam seu nome durante as negociações. “Agradeço a cada um de vocês que acreditou no nosso projeto, levou o nosso nome, caminhou ao nosso lado e declarou o seu apoio”, disse.

Apesar da frustração de aliados com o resultado das articulações, o ex-deputado evitou qualquer sinalização de rompimento com a base governista e reforçou o compromisso com Goiás. “Saio desse processo de cabeça erguida e certo de que continuarei trabalhando pelo crescimento e desenvolvimento do Estado de Goiás”, declarou.

Com o encerramento da disputa pela vice-governadoria, Zé Mário volta a concentrar sua atuação na Faeg, entidade que presidiu por anos e da qual se tornou uma das principais lideranças nacionais do setor agropecuário.

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