Após EUA suspender exportações, ministério vai testar vacinas contra febre aftosa

Titular da Agricultura afirmou que objetivo é identificar quais delas estão causando abscessos e retomar comércio com compradores americanos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai realizar “testes cegos” em bovinos com vacinas contra a febre aftosa. O objetivo é identificar qual ou quais delas são responsáveis pela formação de abscessos na carne. Esses “caroços” foram identificados por autoridades sanitárias dos Estados Unidos (EUA) e, por isso, o país suspendeu as exportações de carne in natura do Brasil.

Segundo o ministro Blairo Maggi, a ideia de fazer os testes partiu da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Pedi uma investigação no Ministério da Agricultura com respeito às vacinas. Estamos fazendo um mapeamento dos frigoríficos e das nossas superintendências para saber onde tem mais problema ou não, a marca da vacina, tudo. Vamos fazer um levantamento e rastrear todo o processo”, garantiu ele.

No próximo dia 13 de julho, o governo brasileiro enviará uma missão aos EUA para tentar reverter a decisão de suspender as importações. Em seguida à suspensão estadunidense, a China também pediu esclarecimentos ao país sobre o caso. “Eu considero isso, dentro do ambiente que nós estamos vivendo, normal. À medida que sai uma notícia em qualquer um dos países que achou algum defeito, que faz alguma consideração, é natural que os outros o façam também. Como nós faríamos com os demais”, declarou.

Ele disse, entretanto, que a situação vem sim causando “desconforto” para o país, porque o mercado é concorrido e restrições como esta podem prejudicar os produtores. Atualmente, 2% das exportações brasileiras se referem à carne enviada para o mercado estadunidense. Nos seis primeiros meses de 2016, foram vendidas 14 mil toneladas de carne fresca para os EUA, totalizando US$ 59 milhões.

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