A Polícia Civil informou que Reginaldo Nunes de Moura, de 43 anos, marido da esteticista Juscélia de Jesus da Silva, de 32 anos, usou o celular da esposa para se passar por ela após matá-la. Inicialmente, Reginaldo disse que havia recebido mensagens da esposa pedindo transferência de dinheiro para pagar uma corrida de motorista por aplicativo. Porém, a polícia disse que essa viagem nunca foi realizada e a mensagem não foi enviada por ela, é sim pelo marido. “A empresa negou que a vítima tivesse feita qualquer chamada naquele dia”, conta a delegada Ana Paula Machado.

Além de simular mensagens com a vítima, Reginaldo também se passou pela esposa para conversar com familiares na tentativa de evitar a descoberta do crime.

Além disso, as imagens da rua onde o casal morava, no Recanto das Emas, em Goiânia, mostram que Juscélia não saiu de casa na manhã que o crime foi cometido, como sustentava o suspeito. De acordo com a investigação, Juscélia já estava morta quando as imagens registraram Reginaldo chegando à residência num carro que pegou emprestado do irmão da vítima. No mesmo dia, o suspeito teria usado o carro para transportar o corpo da esteticista e abandonar na rodovia.

Em depoimento ao delegado João Paulo Mendes, da Delegacia de Homicídios, Reginaldo confessou o crime e disse que matou a mulher após uma briga por conta de R$ 8 mil reais. “Segundo o suspeito, eles queriam dar destinos diferentes ao valor recebido. Ele conta que durante uma briga, a vítima teria caído e batido com a cabeça”, explica o delegado. Ainda segundo o delegado, o investigado não apresentou qualquer tipo de arrependimento durante o depoimento.

O crime

De acordo com a Polícia Civil, Juscelia foi morta pelo marido no dia 14 de fevereiro. O suspeito teria matado Juscelia por volta da 7 horas e abandonou o corpo 11 horas. Reginaldo confessa que o casal teve uma briga e ele jogou a mulher no chão e caiu em cima dela. A esteticista começou a agonizar e morreu.

O suspeito foi preso na noite do último dia 22 de fevereiro, na GO-070, em Goianira. Durante o período em que a mulher esteve desaparecida, o suspeito, com quem Juscélia tem uma filha de 9 anos, tentou simular que a esposa havia sumido ao sair para fazer uma entrevista de emprego.