Após cirurgia de duas horas, gêmeas siamesas avançam na preparação para separação em Goiânia
26 agosto 2026 às 17h41

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As gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva concluíram, nesta quarta-feira, 26, mais uma etapa da preparação para a futura cirurgia de separação. O procedimento realizado no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, durou aproximadamente duas horas e terminou sem intercorrências.
A cirurgia desta quarta-feira teve como objetivo a colocação de expansores de pele na região torácica das crianças. Com a conclusão da cirurgia, os dispositivos implantados sob a pele começarão a ser preenchidos gradualmente ao longo das próximas semanas. O processo permite aumentar a quantidade de tecido disponível para auxiliar na reconstrução e no fechamento das áreas que serão afetadas durante a futura separação.
Procedimento mobilizou diferentes especialidades
A intervenção contou com profissionais das áreas de cirurgia plástica, cirurgia pediátrica e cirurgia vascular, além das equipes de anestesiologia e enfermagem. Após o procedimento, Maria Helena e Maria Eva seguem sob acompanhamento da equipe assistencial do Hecad.
Segundo o cirurgião plástico Rogério Hamú, o tratamento exige atenção especial em diferentes momentos do processo, da anestesia ao período pós-operatório.
“Por serem pacientes pequenas e compartilharem estruturas, é necessário um cuidado intensivo e uma avaliação constante”, afirmou.
Nova cirurgia está prevista
A preparação das irmãs ainda terá uma segunda etapa. O planejamento médico prevê o implante de novos expansores, desta vez na região abdominal.
Ainda não há uma data definida para a cirurgia definitiva de separação. A realização do procedimento dependerá da evolução clínica das crianças e, principalmente, da resposta dos tecidos aos expansores nos próximos meses.
Relembre o caso
Maria Helena e Maria Eva, gêmeas siamesas de três meses, chegaram a Goiânia em julho, vindas de São Paulo, para iniciar o acompanhamento médico antes de uma possível cirurgia de separação. As meninas nasceram unidas pelo abdômen e passaram a ser acompanhadas por uma equipe multiprofissional do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad).
Desde a chegada a Goiás, as irmãs passaram por uma série de exames e avaliações para que os especialistas conhecessem melhor as condições clínicas de cada uma e pudessem definir os próximos passos do tratamento. O caso é conduzido pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, que tem experiência em cirurgias de separação de gêmeas siameses.
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